Fábio nega quebra de cautelar em evento com Mauro; Decisão não fala em distância’

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O deputado federal Fábio Garcia (União) negou quebra de medida cautelar, no último fim de semana, ao aparecer no mesmo evento que o ex-governador e candidato ao Senado, Mauro Mendes (União), investigados na Operação Heritage, da Polícia Federal (PF). Impedidos de manterem contato, ambos dividiram o palanque no lançamento de campanha do deputado estadual Dilmar dal Bosco (União), em Sinop (500 km de Cuiabá). Fábio chegou a cumprimentá-lo publicamente, o que é proibido pela decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), com restrição de contato.

 

À imprensa, na manhã desta terça-feira (8), o deputado afirmou que está tranquilo e reforçou que não há metragem mínima entre ele e Mauro. Ambos são investigados por suposto envolvimento em desvio de R$ 308 milhões do erário por meio de acordo com a empresa Oi.

“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, resumiu. 

 

Ao ser questionado sobre notificação da Polícia Federal, Garcia negou.

 

“Bom, não fui chamado para nada. Sobre isso, nós estamos absolutamente tranquilos”, declarou.

 

Como já noticiado pelo , a Polícia Federal analisa as imagens do evento para verificar se houve descumprimento das medidas impostas aos investigados. Na decisão que autorizou a operação, Flávio determinou, entre outras medidas, a proibição de os investigados manterem contato entre si. O texto ressalva apenas “as comunicações estritamente familiares” entre os alvos.

 

A cautelar tem como objetivo evitar eventual combinação de versões, interferência na coleta de provas ou qualquer ação capaz de prejudicar as investigações. 

 

A repercussão do episódio também foi explorada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que apresentou pedido de prisão contra Mauro Mendes e Fábio Garcia sob alegação de descumprimento das medidas cautelares. Taques é um dos que já haviam levado ao conhecimento da Procuradoria-Geral da República denúncias relacionadas ao chamado “escândalo da Oi”.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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