
O chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União Brasil), cobrou empenho do presidente da República Lula (PT) para resolver as sanções de 50% sobre produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos, além de investimentos para socorrer os principais setores afetados. No cenário mato-grossense, madeireiras são as mais prejudicadas.
Segundo o secretário, o Governo do Estado vai aguardar um posicionamento do Governo Federal para que assim construa uma possível solução para atender o setor.
Rodinei Crescêncio
No entendimento de Fabio Garcia, Lula deve assumir o protagonismo das negociações, seja por telefone ou indo pessoalmente aos Estados Unidos para se encontrar com o presidente Donald Trump. Ele foi questionado nesta terça-feira (12) sobre as quais seriam ações de enfretamento para Mato Grosso, mas se afastou. “Vamos ver o que o Governo Federal vai trazer de apoio, é importante e fundamental o apoio, mas mais importante que isso é o presidente [Lula] pegue um avião e vá sentar com o Trump e assumir a responsabilidade dele”, disse.
“Nós vamos começar a se preparar agora. Não só o Estado, mas em conjunto com o setor produtivo. No fim, quem decide para quem vende, não é o Estado. O Estado não decide se vai ser vendido para mercado A, B ou C. O que isso vai trazer de experiência, é uma velha máxima da finança: nunca coloque seus ovos em uma cesta só”, argumentou Fabio Garcia, indicando que o estado e os empresários não estavam preparados para um crise internacional.
O presidente norte-americano usou como justificativas para o tarifaço, a existência de um desequilíbrio na balança comercial entre os dois país, embora, dados oficiais evidenciem que o Brasil seja o mais “prejudicado”. Além disso, Trump misturou questões comerciais com condicionantes a interferência no Judiciário brasileiro, fazendo pressão para livrar o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) do processo que apura a trama golpista.
Todo o processo de sanções, contou com a “ajuda” do deputado federal brasileiro, Eduardo Bolsonaro (PL-SP], filho do ex-presidente, que inflamou a investida de sanções em favor da anistia. Fabio Garcia, que é simpatizante da onda bolsonarista, tratou de frisar que o estremecimento da relação entre os países é preocupante, mas repassou toda a responsabilidade da situação para o Governo Federal.
“A gente olha isso com preocupação, niguém quer ver o seu produto sendo tarifado fora do Brasil, perdendo competitividade, impedir que os produtos cheguem de uma hora para outra sem se programar. A nossa defesa é defender o Brasil, defender o mercado e as empresas brasileiras. Portanto, tenho dito que essa responsabilidade de resolver o tarifaço compete ao presidente da República, ele que tem pegar o telefone, o avião e ir para Whashington, sentar com o trump para propor uma isenção de tarifas. Essa atribuição é dele, não pode delegar a nenhum ministro, é responsabilidade dele, como fizeram China, Austrália, Índia”, completou.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB) , na semana passada, se comprometeu em auxiliar na interlocução entre os empresários e o governo estadual para amenizar os impactos do tarifaço. Nesta quarta-feira (13) a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem) realizam um debate sobre os prejuízos.
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