Fábio descarta vazamento de informações e diz que PM que pediu exoneração

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A exoneração do cabo PM Wailson Alesandro Medeiros Ramos, que está entre os quatro policiais presos por suposto elo com a morte do advogado Renato Nery, havia sido pedida pelo próprio militar poucos dias antes da Operação Office Crimes ser deflagrada. A informação foi confirmada pelo chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União Brasil), na manhã desta sexta-feira (07). Fábio descarta vazamento de informações no Governo sobre a operação. Rodinei Crescêncio

 

O PM foi exonerado nessa quarta (05), um dia após a operação. Wailson é ex-segurança do governador Mauro Mendes (União).

“Esse servidor pediu exoneração no dia 27, e foi encaminhado para a Casa Civil. Por causa do feriado do Carnaval, foi publicada na quarta-feira a exoneração. […] Exoneração foi a pedido, não precisa de argumento. É só dizer que quer ser exonerado a pedido”, afirmou Fábio.

O chefe da Casa Civil ainda descartou os rumores surgidos a partir da exoneração, de um possível vazamento de informações. 

[Não houve vazamento] de forma alguma. Se houvesse vazamento a operação não teria sido um êxito, apreendendo celular, armamento, tudo o que precisa ser necessário apreender para que a gente possa comprovar que essas pessoas estavam, de fato, envolvidas na operação”, pontuou.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão na Capital. Além do cabo Wailson, foram presos os policiais militares Wekcerlley Benevides de Oliveira,

Leandro Cardoso e Jorge Rodrigo Martins. Além dos militares, um caseiro, que foi apontado como executor do crime, também foi preso. O quinto policial com mandado de prisão decretada, Heron Teixeira Pena Vieira, não foi localizado e está foragido. A prisão de agentes da Segurança Pública e, inclusive, da Casa Militar, em um crime como este levantou questionamentos sobre o controle do Governo em relação a quem contrata. No entanto, Fábio afirmou que não é possível ter controle sobre essas questões.

“São milhares de servidores públicos e a gente não controla o que as pessoas fazem fora da administração pública. A gente, na verdade, fica chateado de um cidadão, de um ser humano, se propor, se dispor a fazer isso, mesmo passando por todo o treinamento que um policial passa e tem que defender a sociedade. Eles não tinham antecedentes, então é muito difícil você pré-julgar alguém”, afirmou.

Por fim, Fábio afirmou que “nada ficará embaixo do tapete” e que medidas serão tomadas, caso plausíveis. “Não vamos passar a mão na cabeça de bandido nenhum. As coisas não vão ser colocadas por debaixo do tapete, poeira não ficará. Se alguém fez alguma coisa errada, será punido exemplarmente. Estando no gabinete do governo ou estando fora”, concluiu.

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Link da Matéria – via RD News

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