
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) avalia que a exoneração do cabo da Polícia Militar, Wailson Alesandro Medeiros Ramos , dias antes da deflagração da Operação Office Crimes, que apura o possível envolvimento na morte do advogado Renato Nery, abre margem para a suspeita de vazamento de informações.
A Secretaria de Segurança Pública , a Casa Civil e o Governo de Mato Grosso, rechaçam a tese de falhas e descartam possível interferência nas investigações, alegando que o pedido de exoneração havia partido do próprio militar. Questionado se teria sido apenas uma mera coincidência, Júlio Campos opinou em conversa com a imprensa: “Deixa um pouco de dúvidas, é lamentável isso”.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Ao todo, foram presos cinco militares, por suspeita de participação no crime. O cabo Wailson chegou a atuar na segurança do governador Mauro Mendes (União Brasil), mas para o deputado estadual, é imporantes ressaltar que o Governo do Estado não tem qualquer relação com o crime, pois cada um é responsável por seus próprios atos. Júlio Campos ainda pontuou que durante o sua gestão como governor, entre 1983 e 1986, também houve casos de militares alvos de operação.
“Tem que ser bem claro, um deles, parece que vazia parte da segurança do governador Mauro Mendes, não significa que o Governo tinha algum envolvimento com isso, são falhas humanas. No passado, quando fui governador, diversos militares também cometiam delitos e se tinha só um caminho, demiti-los”, ponderou.
Renato Nery era ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT). Ele foi executado a tiros aos de 72 anos, em julho do ano passado. A polícia ainda apura quais seriam as motivações para o crime. O caso segue com a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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