
O ex-secretário municipal de Saúde de Campo Novo do Parecis, Dalmo Henrique Thomazzi, alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Civil na terça-feira (26) durante a Operação Silêncio Comprado, chegou a divulgar nas redes sociais investimentos realizados no Hospital Municipal Euclides Horst. A unidade que agora é investigada por um suposto esquema de corrupção ligado à sua gestão.
Dalmo permaneceu pouco mais de três anos à frente da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e também ocupou outros cargos na administração pública, como diretor do Departamento de Comunicação e diretor do Departamento de Saúde do município.
Segundo informações disponíveis no Portal da Transparência da Prefeitura, o último holerite do ex-secretário, antes de sua exoneração, registra salário de R$ 14.267,72.
Nas redes sociais, Dalmo publicou vídeos e conteúdos apresentando melhorias e aquisições realizadas para o hospital municipal. Em uma das gravações, ele destacou a compra de um novo aparelho de tomografia para a unidade.
“1986 era o ano do antigo aparelho que estava aqui no Hospital Municipal. No final de 2021, fizemos a aquisição de um aparelho novo, moderno, um aparelho que tem 32 canais por 64 cortes, que vai atender toda a população. A nova tomografia do Hospital Municipal Euclides Horst já é realidade. Então, 100% SUS para atender toda a nossa população”, afirmou à época.
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Operação
A Operação Silêncio Comprado investiga um suposto esquema de corrupção ligado à gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, além de possíveis tentativas de interferência nos trabalhos de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada após a morte da arquiteta e urbanista Larissa Pompermayer Ramos, de 29 anos.
Larissa morreu em novembro de 2025 após complicações decorrentes de um parto cesáreo realizado no Instituto São Lucas, responsável pela administração do hospital à época.
Segundo a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), as investigações apuram indícios de pagamentos por serviços supostamente não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores ligados à gestão da unidade hospitalar.

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