Ex-prefeito quer anistia a bolsonaristas presos: Não tem golpe sem arma

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O ex-prefeito Alcino Barcelos (PL), de Pontes e Lacerda (a 444 km de Cuiabá), celebrou a aprovação da urgência de tramitação do Projeto de Anistia aos presos e condenados pelo ataque de 8 de janeiro de 2023, apontou perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defendeu tratamento igualitário se houver depredação ou invasão de prédios públicos pela esquerda. Em relato compartilhado nas redes sociais, Alcino alegou que não concordou com o “quebra-quebra” em Brasília, contudo, vê exagero na punição.

Rodinei Crescêncio

“Gente, com todo o respeito do mundo e da opinião de cada um, nós da direita, em especial eu posso falar por mim, nós não concordamos com impunidade, não concordamos com o que foi feito no 8 de janeiro, invasão, quebra-quebra, mas que dia você viu alguém preso por invadir um orgão público nesse país?”, disparou ele, minimizando o ataque de manifestantes pró-Bolsonaro.

A mobilização buscava contestar o resultado das urnas que elegeram Lula (PT), pedidos de intervenção militar com Bolsonaro no poder e impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal. No entanto, para Alcino, não teve revolta armada nas ruas que comprovasse um golpe. A situação rendeu a Bolsonaro uma condenação de 27 anos de prisão , que deve ser decretada até final deste ano, quando os recursos se esgotarem.

“Falar em golpe sem arma, falar em golpe com uma minuta ou algo parecido, pelo amor de Deus gente, ninguém é bobo, a gente percebe uma perseguição política. Eu quero dizer que eu apoio sim a anistia, inclusive, como comigo a conversa não faz curva, uma negociação para que se amenizem as penas, para que resolva isso, para que aquelas pessoas possam voltar para casa, acredito que mais de um ano preso, a maioria deles já pagaram a sua pena, porque no Brasil ninguém fica preso”, avaliou ele.

Por fim, cobrou imparcialidade da Justiça e critérios iguais se houver ataques a órgãos públicos. “Que agora sirva para todo mundo, a partir de hoje, quando invadir um órgão público, seja da esquerda, seja quem for, seja MST, que faça o mesmo com eles também, que tenha alguma pena, que tenha alguma responsabilização, porque é muito fácil só um lado ser penalizado”, reclamou.

Alcino é pré-candidato a deputado estadual pelo PL nas eleições de 2026 e tem tentado se movimentar para construir uma base de apoio e simpatia do eleitorado bolsonarista e de direita para representar a Região Oeste do estado. Ele vai concorrer internamente com outros dois deputados de mandato, Elizeu Nascimento e Gilberto Cattani, sem contar possíveis nomes de peso e com mandato que também devem migrar para o PL na janela partidária que se abrirá em março de 2026.

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Link da Matéria – via RD News

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