Ex-prefeito e Medeiros criticam busca na ‘véspera’ de eleição; ‘Não pode ser só coincidência’

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O deputado federal e candidato a senador José Medeiros (PL) saiu em defesa do candidato a deputado estadual Alcino Barcelos (PL), alvo de uma operação do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Ex-prefeito de Pontes e Lacerda (448 km de Cuiabá), Alcino é suspeito de supostas fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa em contratos da prefeitura que podem chegar ao valor de R$ 5,7 milhões. Em vídeo nas redes sociais, o investigado criticou a busca em sua casa e questionou: “por que não fez antes”. Para ele, a “estão usando a Justiça para fazer injustiça”.

“Tudo o que está acontecendo não pode ser só coincidência. A gente conhece você e aqui, gente, eu estou falando justamente porque Alcino foi um dos melhores prefeitos que já passou em Pontes e Lacerda, deixou um trabalho extraordinário, tem aprovação, estava na frente em todas as pesquisas para deputado estadual e, estranhamente, aconteceu uma operação na sua casa hoje, às vésperas da eleição”, disse Medeiros em vídeo publicado no perfil do ex-prefeito em uma rede social.

Medeiros questionou o fato de os fatos investigados dizerem respeito a contratos que datam de 2022 até 2023. Para o candidato, houve tempo para que as suspeitas fossem apuradas antes do período eleitoral.

“A eleição é semana que vem, mas aí teve a operação, mas a campanha do Alcino continua. Temos toda a confiança no nosso candidato e para cima, gente!”, acrescentou.

 

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Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, inclusive na casa de Alcino. Também foram identificadas movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis vínculos entre servidores públicos e particulares.

A investigação apura sete contratos entre a empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda. e a prefeitura de Pontes e Lacerda, entre 2022 e 2023, que, com a correção monetária, alcançam o valor de R$ 5,78 milhões.

O investigado também se posicionou nas redes sociais, negando ter cometido qualquer ilícito enquanto esteve na gestão municipal. Ele também questionou a realização da operação às vésperas da eleição e disse que a Justiça está sendo usada contra ele por seu desempenho em pesquisas eleitorais.

“Hoje cedo a polícia foi na minha casa, faltando dez dias para a eleição, e a gente em terceiro, quarto lugar nas pesquisas. Porque não foi 90 dias antes? Para não dar tempo de me defender? É isso que me deixa triste com esse país nosso: usando a Justiça para fazer injustiça”, afirmou.

O prefeito justificou, ainda, a localização de uma garrucha calibre 28 em sua propriedade. A arma, conforme alegou, seria uma herança de seu pai. Já o dinheiro localizado em seu quarto não teve a procedência explicada, mas ele negou que fosse “dinheiro sujo”.

“Eu nunca fui ouvido em processo, não tenho processo e fazem um negócio desses na calada do dia, não é nem da noite. Gente, estamos em pé, estamos firmes”, afirmou.

Alcino Barcelos, por fim, saiu em defesa da empresa citada no esquema, dizendo que a contratação foi feita em pregão regular e em que qualquer empresa poderia ter participado.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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