Eu seria hipócrita se falasse que não afeta a nossa imagem, diz presidente

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Alair Ribeiro/TJMT

O presidente do Tribunal de Justiça José Zuquim reconhece que a operação Sepulcro Caiado, que investiga suposto desvio de R$ 21 milhões da Conta única do Tribunal de Justiça, é mais uma situação que gera desgaste à imagem do Poder Judiciário de Mato Grosso. Neste caso, o TJ é uma das vítimas e o suposto esquema teria contado com o apoio de servidores, entre eles, Mauro Ferreira Filho que chegou a ser preso, mas foi solto por decisão do STF.

“Eu seria um hipócrita se falasse que não afeta a imagem nossa.  Nos últimos tempos temos, o Poder Judiciário de Mato Grosso tem sofrido bastante com algumas situações pontuais e isso não inviabiliza a atividade e não dá um descrédito generalizado, mas afeta, respinga sim”, reconhece Zuquim, em entrevista à imprensa. Embora ele não mencione, a fala também é uma menção a outros casos de supostos atos de corrupção envolvendo à magistratura.

Atualmente, há dois desembargadores afastados por suspeita de venda de sentenças – João Ferreira Filho  – que já enfrenta PAD no CNJ; e  Sebastião Moraes Filho. Ambos foram alvos da Operação da Operação Sisamnes, deflagrada pela Polícia Federal após análise das conversas no celular do advogado Roberto Zampieri, que foi executado em dezembro de 2024. Caso é conduzido pelo Supremo.

Sobre o caso específico envolvendo a Sepulcro Caiado, Zuquim frisa que todas as providências pertinentes foram tomadas para se avaliar o que ocorreu e se promover eventual responsabilização. Após a operação, o TJ-MT afastou os servidores investigados, determinou a instauração de apurações administrativas e também a realização de uma auditoria na Conta Única.

“Isso foi avocado na área criminal pelo STJ, eu não tenho informação da tramitação disso, mas na esfera administrativa eu determinei a instauração de uma sindicância, foram afastados servidores apontados pela Polícia Civil e estamos investigando e processando a sindicância e logo nós vamos ter o fim dela com algum resultado, que eu acho que a sociedade merece saber desse resultado, oportunamente”, ressalta.

Embora o STJ tenha avocado para si a condução das investigações, sinalizando a possibilidade de envolvimento de pessoas com foro privilegiado, caso segue com a Polícia Civil de Mato Grosso, sob o delegado Pablo Carneiro, da delegacia Especializada de Estelionato.

Caso

Segundo as investigações , grupo – formado por advogados, empresários e servidores – criaria processos judiciais falsos de cobrança de dívidas, sendo utilizadas procurações falsas e também havendo a apresentação de guias de depósitos judiciais fake, com valores elevados, para simular que as dívidas haviam sido pagas.

Os documentos seriam usados para solicitar ao juiz a expedição de alvarás, liberando os valores para saque. Assim, por meio de um refinado esquema, teriam sido desviados mais de R$ 21 milhões da Conta Única do TJ. No dia da operação, 11 pessoas tiveram a prisão decretada, mas todas já estão soltas. Os investigados negam elo com as fraudes investigadas.

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Link da Matéria – via RD News

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