
Um estudo publicado na revista científica Science encontrou uma possível explicação para o fato de cachorros de grande porte viverem menos do que os pequenos.
Pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, analisaram o DNA de 864 cães e encontraram características específicas nos genes de raças maiores, que podem indicar que elas envelhecem mais rápido.
Segundo o estudo, o envelhecimento está ligado a mudanças em marcas químicas que ajudam a controlar o funcionamento do DNA. Essas marcas podem diminuir com o passar dos anos, e a perda é mais intensa em determinadas regiões do material genético dos cães maiores.
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Uma dessas regiões contém os chamados elementos transponíveis, conhecidos como “genes saltadores”. Eles recebem esse nome porque conseguem fazer cópias de si mesmos e se inserir em diferentes partes do DNA. Normalmente, as marcas químicas ajudam a controlar sua atividade.
A pesquisa identificou que cães maiores apresentam uma perda dessas marcas químicas nos elementos transponíveis 31% mais intensa do que os menores.
“O que descobrimos é que a regulação epigenética de elementos transponíveis — especialmente LINE1s — parece ser um fator importante que determina a velocidade com que diferentes cães envelhecem”, disse Noah Snyder-Mackler, um dos autores do estudo, em comunicado à Universidade Estadual do Arizona.
Essa diferença sugere que o envelhecimento dos cachorros varia de acordo com o porte deles. Para Snyder-Mackler, a descoberta pode ajudar a criar terapias que prolonguem a vida saudável em humanos.
“Nosso trabalho sugere que os elementos transponíveis podem ser uma parte fundamental do processo de envelhecimento em mamíferos”, disse o especialista. “Se for esse o caso, o direcionamento desses elementos ou dos mecanismos que os regulam pode ser uma via promissora para futuras terapias que visem prolongar a vida saudável em humanos.”

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