Espero que não se torne uma nova bomba fiscal, dispara secretário da Sefaz

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O secretário de Fazenda Rogério Gallo se mostra preocupado com os reflexos negativos que o “socorro” de R$ 30 bilhões pode provocar nas contas públicas do governo federal. Recursos fazem parte de pacote para minimizar os reflexos negativos do tarifaço de 50% imposto pelo governo Donald Trump a parte dos produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos.

“Eu acho que talvez possa ter havido aí um certo exagero em relação ao alcance, porque tem que estudar cada setor atingido e eu espero que isso não se torne uma nova bomba fiscal, porque, de novo, os R$ 30 bilhões ficarão de fora do teto do arcabouço fiscal, consequentemente, isso vai gerar mais endividamento público e, consequentemente, mais endividamento público, taxa de juros maiores, inflação, enfim, tudo aquilo que o país não precisa nesse momento”, critica Gallo.

Flávio Costa/Sefaz-MT

Para o secretário de Fazenda, o governo federal precisa sim agir para socorrer os setores afetados, mas isso deve ser feito de forma criteriosa porque alguns setores, como o do setor da carne, têm conseguido se reorganizar.  Ele exemplifica dizendo que o CEO do grupo JBS disse nesta semana que, por enquanto, não houve impactos para o setor em relação especificamente a JBS. “Nós temos que avaliar cada setor porque os setores são dinâmicos. O comércio internacional são vasos comunicantes. Eventualmente, você diminui a venda para um determinado país, mas você tem condição de realocar aquele produto em outros mercados. Hoje nós vivemos num mundo completamente globalizado, em especial para algumas comodidades como a carne”. 

O secretário de Fazenda reconhece, entretanto que outros setore, como o de frutas, no Nordeste, devem enfrentar dificuldades até porque são itens extremamente perecíveis e que precisam ser vendidas. “Aí me parece super adequado, as políticas estão sendo adotadas. Mas, tem que tomar muito cuidado para que isso não vire, novamente, eventualmente, uma mamata para alguns setores que, efetivamente, não vão precisar de socorro porque os números vão demonstrar que eles têm condição de redirecionar as suas vendas para outros mercados”.

Setor madeireiro de MT

Em Mato Grosso, Gallo ressalta que o setor madeireiro, de fato, está sendo muito afetado e que, diante disso, o governo aguarda a definição das ações federais para que possa atuar de modo complementar o socorro.

“O governo federal apresentou as suas medidas, nós vamos agora sentar com o setor e entender aquilo que ainda é necessário fazer face àquilo que o governo federal fez e também apoiar os setores que, efetivamente, precisam”.

Nesta semana, após reunião na Fiemt, o setor decidiu enviar uma carta pedindo ajuda ao governo do Estado e apoio da Assembleia . Empresários ressaltam que já há linhas paralizadas e risco de demissões em larga escala.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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