Espero que ela pague pelo que fez, diz irmão de ré por morte de jovem grávida

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Cícero Martins Pereira, irmão de Nataly Helen Martins Pereira  – ré confessa pelo assassinato da adolescente Emelly Azevedo Sena  – afirmou que espera que a irmã pague pelo que fez com a jovem. Ele chegou a ser preso por suspeita de envolvimento no homicídio, mas foi liberado . 

Montagem: Reprodução/TVCA

Em entrevista ao programa MT1, da TV Centro América, exibida nesta terça-feira (15), Cícero contou que foi ele quem levou Nataly até o hospital. Ele relatou que estava trabalhando quando recebeu uma ligação da esposa, dizendo que a irmã havia dado à luz na casa deles. Cícero disse que foi até o imóvel e, às pressas, levou a irmã e a bebê até o hospital .

“Eu apoiei ela, porque ela estava segurando uma criança. Ajudei a entrar dentro do carro e encaminhei para o hospital na intenção apenas de prestar socorro”, disse.

Em seguida, Cícero afirmou ter voltado para casa para trocar de roupa. Ao entrar no imóvel, relatou ter sentido um cheiro forte de sangue, mas disse que só havia um short sujo no banheiro e algumas gotas de sangue no chão. Cícero colocou as roupas do trabalho para lavar, mas não foi ao quintal, onde o corpo de Emelly foi encontrado enterrado.

No dia seguinte, Cícero voltou ao imóvel com a Polícia Civil. Quando os agentes encontraram o corpo de Emelly em uma cova rasa, ele acabou preso em flagrante. Ele contou que não sabia que a irmã tinha cometido o crime, e nem imaginava que ela seria capaz de tal ação.

“Como irmã, tenho imagem dela de uma pessoa carinhosa, carismática, companheira para tudo. Eu nunca imaginei que ela poderia ser capaz de fazer uma coisa dessa, tão inidônea, tão bárbara. Porém, agora é aceitar e a gente tem que seguir em frente”, disse. Arquivo

Emelly Sena, de apenas 16 anos, foi brutalmente assassinada e teve a filha retirada à força do ventre

“Imagino a dor da perda da familia da vítima e peço em orações que Deus conforte cada um deles. Nada que for feito de agora para frente vai trazer a vida da Emelly de volta. Porém, a gente que não teve nada a ver com a situação. O que aconteceu lá foi uma escolha da Nataly”, salientou.

“Espero que ela pague pelo que ela fez e espero que tenha uma certa compreensão, da familia da Emelly. Nós não tivemos nada a ver com isso, com essas decisões que a Nataly teve, com as ações que ela cometeu. A gente tem que tocar nossa vida pra frente”, completou.

O caso

Emelly Azevedo Sena desapareceu no dia 11 de março, por volta das 12h, após sair de casa, no bairro Eldorado, em Várzea Grande e avisar a família que estava indo para Cuiabá buscar doações de roupas de bebê. O celular parou de funcionar e a família saiu em procura dela, realizando um boletim de ocorrência às 22h.

Na quarta-feira à noite, Nataly e o marido deram entrada no hospital com uma bebê, alegando que o parto teria sido realizado na residência. A equipe médica desconfiou do caso, pois a mulher não tinha indícios de puerpério. Exames apontaram que a mulher não esteve grávida recentemente e que a criança seria de outra mãe.

No dia 13 pela manhã, o corpo de Emelly foi encontrado em uma cova rasa, com pernas e braços amarrados, asfixiada com um fio no pescoço e um corte de faca na barriga.

Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a bebê que estava com Nataly era a filha da adolescente. A investigação aponta que Emelly ainda estava viva quando teve o bebê arrancado do ventre. Os cortes foram precisos e certeiro no útero, não tendo atingido outros órgãos. Nataly confessou em  depoimento que, antes de matar Emelly, pediu desculpas e disse que cuidaria da bebê.

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Link da Matéria – via RD News

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