
O empresário e presidente do sindicato do Comércio de Tecido e Confecções, Sérgio Antunes, considera que houve um avanço significativo nas obras de construção do Mercado Municipal Miguel Sutil, na região central de Cuiabá, desde a troca no comando da Prefeitura, com a chegada de Abilio Brunini (PL). A fala foi realizada durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Estacionamento Rotativo, nessa terça-feira (20), que apura detalhes do contrato de Parceria Público-privada (PPP) entre a CS Mobi e o município por 30 anos.
“No meu sentimento, parece que mudou um pouco a nova administração municipal, a empreiteira começou a andar. Agora eu estou vendo obra. O Mercado está crescendo, está subindo e as calçadas [estão sendo melhoradas]”, comentou ele. Reprodução
Projeto do Novo Mercado Municipal de Cuiabá, que se encontra em construção na região central da cidade
Desde que assumiu, Abilio expôs sua insatisfação com a CS Mobi por cobrar o estacionamento rotativo e, em sua visão, não existir empenho do Consórcio em executar a contrapartida: construção do Mercado Municipal e a revitalização do Centro Histórico – a situação provocou um tensionamento entre as duas partes e resultando na instalação da CPI para encontrar possíveis manobras para avalizar o rompimento.
O presidente da CPI, vereador Rafael Ranalli (PL), considera que a comissão também desempenhou papel fundamental para destravar a obra. Além disso, vê grande chances da entrega ocorrer ainda neste ano, seguindo a intenção do gerente geral da CS Mobi, Kenon Mendes de Oliveira.
“Às vezes, a CPI contribui indiretamente, porque com essa suposta pressão, velada, teve o andamento. A gente fez visita in loco na obra, era inacreditável porque só via o tapume. Muita gente nesse Parlamento criticava: não estou vendo nada. E nunca entrou. O dia que nós fomos lá, vimos a monstruosidade daquela obra, são 125 trabalhadores […] Sendo leigo de construção, mas no visual, eles devem cumprir o prazo de que mês 10 [outubro] entrega e mês 12 [dezembro] já tem inauguração”, destacou.
A CPI tem prazo de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 120 dias, tendo como o objetivo investigar eventuais irregularidades, como sobrepreço, falta de execução de cláusulas contratuais ou outros danos ao erário público, como o firmamento de uma relação de fiador da Prefeitura no empréstimo tomado pela CS Mobi.
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