Empresário preso tem contrato de R$ 12 mi e é sócio de filho de senador

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O empresário Humberto Silva, preso pela Polícia Federal, em Cuiabá, durante a Operação Paralelo Cinco, também possui contrato sem licitação de R$ 12,3 milhões com a secretaria de Estado de Saúde (SES).  A ação federal investiga um esquema de desvio milionário no setor da saúde via contratos com vários municípios do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

 

Ele é proprietário do Centro de Reabilitação Psicossocial de Cuiabá (Creap) e sócio do empresário Diógenes de Abreu Fagundes, marido da deputada estadual Janaina Riva (MDB) e filho do senador Wellington Fagundes (PL). Humberto Silva foi preso no Hotel D’Lucca na capital mato-grossense.

 

A PF suspeita que ele estaria fugindo da operação que cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva no Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina.

 

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O contrato com o Estado ocorreu por meio de dispensa de licitação no dia 07 de outubro deste ano, e estabelecia que a Creap disponibilizasse leitos para tratamento de saúde mental (Internação e estabilização) para o público infanto juvenil com gerenciamento técnico, administrativo, fornecimento de recursos humanos, materiais, medicamentos insumos hospitalares, insumos para terapias e demais materiais necessários com equipe multiprofissional para a operacionalização dos leitos 24 horas por dia.  

 

Já a sociedade com Diógenes Fagundes ocorre por meio do Grupo Agora Comunicação e Investimento, do qual o filho do senador é sócio-administrador. A empresa tem ligações com vários negócios da família Fagundes, além de ser sócia do Centro De Reabilitação e Assistência Psicossocial Ltda., que pertence a Humberto Silva.  

 

Outro lado

A SES foi procurada e questionada sobre o contrato, mas não se manifestou até a publicação na matéria. A reportagem não conseguiu contato com Diógenes Fagundes.

 

Operação  

A ação foi realizada pela superintendência da PF no Rio Grande do Sul com apoio do Tribunal de Contas do Estado do RS e da CGU (Controladoria-Geral da União). Também foram executadas bloqueio de bens, sendo  14 imóveis, 53 veículos e uma embarcação, além do bloqueio de mais de R$ 22,5 milhões em contas bancárias. Outras medidas cautelares foram impostas aos 20 investigados, como afastamento de funções, suspensão de atividades econômicas, restrição de acesso a órgãos públicos e proibição de contato entre os envolvidos.    

 

O inquérito policial, iniciado em janeiro de 2024, apurou que um grupo de empresários de Porto Alegre assumiu a gestão dos Hospitais Municipais de Jaguari/RS e Embu das Artes/SP.  Verificou-se que, somente entre 2022 e agosto de 2025, essas instituições receberam mais de R$ 340 milhões em recursos públicos, valores provenientes de repasses municipais, estaduais e federais destinados ao custeio dos serviços de saúde. 

 

As investigações apontam para um sistema de desvio de recursos públicos, baseado na utilização de empresas de fachada e entidades interpostas, sem capacidade operacional mínima, empregadas para emissão de notas fiscais inidôneas e ocultação da real destinação dos recursos.  

 

Os valores repassados eram rapidamente pulverizados para dezenas de contas de pessoas físicas e jurídicas sem qualquer vínculo com os serviços contratados, beneficiando os gestores da organização social e alimentando um sofisticado esquema de ocultação e dissimulação financeira.   

 

A decisão do Juízo das Garantias da 2ª Vara Federal de Santana do Livramento ainda determinou a designação de interventores nos hospitais municipais de Jaguari/RS e Embu das Artes/SP.  (Com informações da Assessoria)

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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