
O governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil) participou da convenção conjunta dos partidos União Brasil e PP, que oficializaram nessa terça-feira (19), a criação da federação partidária União Progressista. Em discurso, falou da situação fiscal do Brasil, dos problemas da segurança pública e cobrou a entrega de resultados para população.
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“Pergunto a vocês, o que a população brasileira espera de nós? Espero sinceramente que essa união, desses dois partidos, seja, tenho certeza que será, uma união que vai produzir resultados diferentes. Vamos enfrentar os graves e verdadeiros problemas desse país. Não da política pela política, não da eleição pela eleição, não da eleição para próxima eleição e para reeleição. E o Brasil vai enfrentar nos próximos anos a pior crise fiscal da sua história. O Brasil vive hoje gravíssimos problemas na segurança pública. E nós, partidos políticos, temos que debater isso com mais profundidade”, defendeu Mauro Mendes, que deve concorrer ao Senado em 2026.
“E é isso que eu espero da União Progressista, e é isso que eu tenho certeza que esse partido se será capaz de produzir nos próximos meses e anos. Que nós possamos sintetizar aquilo que o cidadão brasileiro tem, na sua esperança, no Brasil, no povo brasileiro. E se a política é um problema, mas é ela também a solução. É de nós que tem que vir essas soluções”, completou.
Em Mato Grosso, a federação conta com os senadores Jayme Campos (União Brasil) e Margareth Buzetti, que está trocando do PSD pelo PP. A bancada na Câmara dos deputados é formada por Coronel Assis e Gisela Simona, ambos do União Brasil.
Já na Assembleia Legislativa, tem os deputados estaduais do União Brasil Júlio Campos, Dilmar Dal Bosco, Botelho e Sebastião Rezende. Paulo Araújo representa o PP.
Em âmbito nacional, a aliança vai reunir a maior bancada da Câmara Federal, com 109 deputados federais, e uma das maiores do Senado, com 15 senadores.
A Federação União Progressista (UPb) também registrou nas urnas 12.398 vereadores, 1.335 prefeitos, 186 deputados estaduais e quatro distritais. Conta, ainda, com seis governadores — entre eles o presidenciável Ronaldo Caiado (GO) —, quatro vice-governadores e 1.183 vice-prefeitos.
A condução da Federação, até o fim de 2025, será compartilhada entre o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Entre 2026 e 2029, a presidência do grupo ficará a cargo de Rueda.
Os dois partidos contam com quatro pastas na Esplanada dos Ministérios. Pelo União: Celso Sabino (Turismo), Waldez Góes (Integração Nacional) e Frederico de Siqueira (Comunicações); e pelo PP: André Fufuca (Esporte).
Recursos
A “superfederação” terá direito a receber a maior fatia, entre os 29 partidos registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do fundo público de financiamento de campanhas. São R$ 953,8 milhões em fundo eleitoral; e R$ 197,6 milhões em fundo partidário (números de 2024).

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