
Deputados estaduais Faissal Calil (Cidadania) e Lúdio Cabral (PT) trocaram farpas durante sessão nesta quarta-feira (21). O motivo: Faissal apresentou uma moção de repúdio contra o Instituto Centro e Vida (ICV), que busca ingressar no Supremo tribunal Federal (STF) com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) questionando a validade da lei de Mato Grosso que proíbe a concessão de benefícios fiscais às empresas que aderirem a acordos comerciais como a moratória da soja. Conforme o parlamentar, a moratória ofende a soberania.
“Temos uma legislação e todos os produtores que cumprem tem direito de vender sua soja, eles não merecem ser boicotados por essas organizações e estão sendo. Esse ICV é utilizado com base técnica dentro da SEMA, para definir onde tem floresta Amazônica, Cerrado, Pantanal, estão dentro do estado de Mato Grosso. Não adianta o governador falar que é de direita, postar foto com Bolsonaro e ir em Copacabana se ele defende instituição de esquerda”, declarou na tribuna.
Já o deputado Lúdio defendeu a atuação do ICV e destacou que o instituto tem trabalho importantíssimo no estado de Mato Grosso, com agricultores, pecuaristas, de produção de alimento orgânico, e de recuperação de áreas degradadas em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente.
“O Faissal vir aqui, ele está sentado do lado do Cattani, acho que está aprendendo a ficar apresentando moção de repúdio. Essas moções não levam a nada. A entidade tem todo o direito, porque estamos em um regime democrático, de liberdade de expressão, que vocês sempre cobram que precisa no nosso país, [tem] a liberdade de ingressar numa ação judicial para defender a posição jurídica, a posição técnica deles e não cabe ao parlamento estadual ficar votando moção de repúdio”, rebateu.
Apesar dos embates, a moção foi aprovada, com 4 votos contrários, sendo eles dos deputados Henrique Lopes (PT), Wilson Santos (PSD), Júlio Campos (União) e do próprio deputado Lúdio Cabral (PT).

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