
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) atribuiu parte da dificuldade de encontrar mão de obra em Mato Grosso à dependência de programas sociais sociais do Governo Federal. Entre eles, Bolsa Família e Auxílio Gás.
“Realmente há uma carência de mão de obra muito grande em Mato Grosso (…) É que muita gente não quer trabalhar, porque está recebendo bolsa daqui, bolsa dali, auxílio gás”, declarou Júlio Campos à imprensa.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Na última semana, o governador Mauro Mendes (União Brasil) reclamou da falta de mão de obra no estado. Segundo ele, a situação tem atrasado obras de infraestrutura no estado, o que inclui a implantação do BRT em Cuiabá e Várzea Grande.
Como exemplo, Júlio Campos citou um problema pessoal. O parlamentar afirmou que está reformando um imóvel há alguns meses sem conseguir manter os trabalhadores.
“O cidadão trabalha um, dois, três dias no máximo e já pede para sair porque está recebendo bolsa, porque a mulher está recebendo bolsa”, completou, lembrando que o problema se agrava em Mato Grosso pelo grande volume de obras em andamento.
Para Júlio Campos, situação não afeta somente Mato Grosso. Em sua avaliação, o setor produtivo e empresas estão sendo prejudicadas em todo Brasil.
“O Brasil está sendo prejudicado, não sou só eu. A Federação das Indústria de São Paulo ou qualquer organismo que gera emprego tem reclamado que não tem mão de obra suficiente. E aqui em Mato Grosso muito mais”, concluiu.
“Apertando as empresas”
Sobre a falta de mão de obra, o governador citou que, em alguns casos, o Executivo já precisou rescindir contratos e substituir empresas. No entanto, admite que nem sempre a troca traz maior celeridade ao projeto.
“Nós já rescindimos contrato porque a empresa não performava, e contratamos outra, e a nova está performando mal. […] O governo está apertando as construtoras”, disse. “Me dê uma obra em Mato Grosso que não está atrasada. Falta mão de obra em Mato Grosso. Essa é a dura realidade. Boa, mas dura. Porque as empresas não conseguem manter os trabalhadores. Contratam gente do Nordeste, por exemplo, mas muitos ficam 15 dias e vão embora”, emendou Mauro Mendes, na semana passada.
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