
O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) manifestou apoio à proposta do governo estadual de classificar facções criminosas como organizações terroristas em Mato Grosso. Apesar de reconhecer que a medida altera prioritariamente a nomenclatura e possui limitações de impacto penal prático imediato, o parlamentar defendeu o endurecimento do discurso institucional para respaldar as forças de segurança.
“Com certeza [concordo com a proposta], porque são terroristas, precisam ser chamadas dessa forma. O sujeito que pega um menino de 17, 18 anos e corta o pescoço desse menino não é simplesmente um criminoso, ele é um terrorista. Essas organizações criminosas têm aterrorizado o nosso Estado”, disse.
Apesar do forte tom adotado, ao ser questionado sobre o fato de a mudança ser restrita à nomenclatura sem alterar leis penais, cuja competência é federal, Guimarães argumentou que o simbolismo da mudança é necessário para dar respaldo ao combate ostensivo.
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“Essa nomenclatura é importante. Não vamos chamá-los de organização criminal, vamos chamar de organização terrorista, porque literalmente eles causam terror por onde eles passam. Não dá de tratar eles como um simples delinquente”, justificou.
O parlamentar cobrou ainda que a medida seja acompanhada de ações concretas de fortalecimento do aparato policial e do setor de inteligência. “Se o governador deu essa sinalização, é porque ele quer endurecer ainda mais o rigor da reprimenda e da proteção à sociedade, fortalecendo, empoderando a Polícia Militar, aumentando ainda mais o trabalho de inteligência e investigação dentro da Polícia Civil e do Ministério Público”, completa.
O governador Otaviano Pivetta anunciou que enviaria para o parlamento estadual a proposta. Porém, um dia depois, pediu a retirada da matéria sob a justificativa de que seria preciso conversar com os demais poderes. Na prática, a proposta é mais midiática do que concreta.

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