
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Deosdete Cruz cumprimenta presidente do TJ José Zuquim logo após sua posse como desembargador
O ex-chefe do Ministério Público Deosdete Cruz Júnior foi empossado, nesta sexta-feira (07), como desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Ele foi alçado ao cargo de desembargador pelo Quinto Constitucional destinado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O ex-procurador-geral de Justiça irá ocupar a vaga deixada pelo desembargador Guiomar Teodoro Borges, que se aposentou em fevereiro e também fez questão de prestigiar o sucessor.
A posse foi muito prestigiada e contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o governador Mauro Mendes (União Brasil); os senadores Jayme Campos (União), Margareth Buzethi (PSD) e Wellington Fagundes (PL); o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL), a presidente da OAB-MT Gisela Cardoso; o procurador-geral do MPE Rodrigo Fonseca; o presidente da Assembleia Max Russi (PSB) e o presidente da AMM Leo Bortolin. Também prestigiaram a posse secretários de Estado, deputados estaduais e federais.
Durante a solenidade, Deosdete fez o juramento e, logo depois, assinou o seu termo de posse como desembargador do TJ-MT. Ele também foi condecorado com o colar do mérito Judiciário. Em seu discurso, Deosdete disse que não será uma missão fácil suceder Guiomar, que deixou um legado para o Poder Judiciário. Deosdete lembrou que ingressou no MPE há 20 anos como analista jurídico e, depois como promotor, passando por várias comarcas pelo Estado. “Jamais havia cogitado a possibilidade de integrar a corte”, disse, ponderando que foi encorajado por muitos a tentar a promoção, recebendo amplo apoio nesta caminhada.
“Várias tentativas existiram para que esse ato não acontecesse, mas a minha fé e a minha confiança de que há homens e mulheres nas poisições corretas me deu a tranquilidade”, discursou, agradecendo em seguida ao conselheiro do CNJ Ulisses Rabaneda, que negou pedido, interposto pelo federal por Emanuelzinho Pinheiro, contra sua posse.
Após uma longa lista de agradecimentos, Deosdete prometeu atuar de forma incansável para a consagração da Justiça como um valor inafastável do Estado Democrático de Direito. “Assumo esta posição consciente sobre o verdadeiro papel do Poder Judiciário na construção de uma sociedade mais justa e solidária. Sendo nosso dever atuar tanto pela resolução como pela prevenção dos conflitos, promovendo o bem estar comum através da reta e justa aplicação das leis e da Constituição Federal. Tudo isso para o desenvolvimento social, mas também econômico do nosso país e Estado”, discursou, defendendo um Poder Judiciário forte e independente.
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Coube ao também ex-promotor, desembargador Wesley Sanchez Lacerda, fazer o discurso de boas-vindas a Deosdete. Amigo do novo desembargador, ele fez questão de ressaltar a trajetória de Deosdete de forma bastante sentimental, relembrabdo as dificuldades para se formar e depois ingressar nas fileiras do Ministério Público. “Muito suor e luta”.
Ele também fez questão de destacar a integridade do colega. “Foi escolhido por Deus para fazer a diferença na vida das pessoas. E eu testemunhei isso”, diz numa referência ao fato dos dois serem oriundos do Ministério Público. “Já chega, grande, pronto, é jurista, constitucionalista, é gestor e é humanista incomparável”.
Já o chefe do MPE-MT, Rodrigo Fonseca, se referiu a Deosdete como irmão de jornada “que o MPE me deu”. Em seguida, frisou que sua posse é o reconhecimento por sua trajetória marcada pela ética e sua defesa intransigente pela sociedade.
Rodrigo ainda salientou a conduta ilibada, agregadora e humilde o ex-promotor. “A pacificação está em seu DNA e em muito tem a contribuir para o Judiciário mato-grossense”.
Escolha
Ele foi nomeado para o cargo pelo governador Mauro Mendes, em 27 de fevereiro. Mauro e sua família tinham simpatia pelo ex-chefe do MPE e a escolha por Deosdete foi confirmada horas após votação do TJMT, que definiu a lista tríplice. Desde o começo, Deosdete despontava como o favorito há meses, tanto é que rejeitou buscar sua reeleição à chefia do Ministério Público.
O promotor foi o mais votado da lista tríplice, tendo conquistado 32 votos na votação, seguido por Marcelo Caetano Vacchiano, com 30 votos, e Milton Pereira Merquiades, que teve 21 votos. A lista que havia sido encaminhada pelo Ministério Público Estadual para votação dos desembargadores constava ainda com o nome de Marcelo Lucindo Araújo, que teve 13 votos.
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Polêmicas
O deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (MDB) acionou várias frentes judiciais para tentar impedir a escolha e, depois, a posse de Deosdete. Ele alegava suposta imparcialidade na escolha porque Deosdete teria, desde o começo, a benção de Mauro. Todos os pedidos, entretanto, foram rejeitados.
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