Decisões do governo para ‘extinguir’ Samu repercutiram mal em Brasília e motivaram vistoria

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A visita surpresa de uma comissão ligada à diretoria nacional do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Ministério da Saúde, ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública de Mato Grosso (CIOSP-MT), na tarde desta quinta-feira (23), ocorreu após a repercussão negativa, em Brasília, das recentes decisões do Governo do Estado que tentaram “extinguir” o serviço no mês de março.

O apurou que a movimentação do Executivo estadual para desmontar o atendimento, que é operacionalizado pelo Estado, mas financiado também com aporte federal gerou forte preocupação dentro do Ministério da Saúde e acendeu o alerta sobre possível risco à continuidade do serviço, que integra a rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que a tentativa de reestruturação do Samu, com demissões e ameaça de substituição do modelo atual, foi interpretada como um ataque direto ao SUS, o que teria motivado o envio imediato de técnicos para verificar in loco a real situação das bases e das equipes em Mato Grosso.

A vistoria começou por volta das 14h30 e se estendeu até aproximadamente 18h, com inspeção completa do ambiente de trabalho, entrevistas com servidores, verificação da estrutura física, análise das condições dos veículos e levantamento do número de profissionais desligados recentemente.

A comissão também levantou informações sobre as bases operacionais e o impacto das demissões no atendimento à população, já que o serviço pré-hospitalar é considerado essencial para casos de urgência e emergência.

Conforme apurado pelo , a comissão é formada por quatro integrantes, sendo três enviados diretamente de Brasília e um representante de Mato Grosso, que acompanha os trabalhos.

O objetivo é reunir dados técnicos para que o Ministério da Saúde avalie se houve irregularidades e, caso necessário, cobre providências do Governo do Estado, diante do temor de desmonte do sistema.

Também acompanharam a fiscalização o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (SISMA), Carlos Mesquita, e a presidente da Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), Carmen Machado.

 

Ainda nesta sexta-feira (24), o superintendente do Ministério da Saúde em Mato Grosso, Helenilson Benedito Pereira Peixoto, participa de agenda oficial para assinatura da ordem de serviço que autoriza o início da construção de 11 unidades de saúde no Estado, sendo um CAPS e 10 UBS, dentro do Novo PAC Saúde.

 

O investimento total previsto é de R$ 25,2 milhões, com recursos já assegurados pelo governo federal e repasse direto para municípios contemplados.

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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