Cunhada de menor morta por irmão tinha “ciúme” da vítima, aponta investigação

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O delegado Caio Albuquerque, responsável pelas investigações do estupro e assassinato de uma menor de 17 anos , ocorrido no dia 11 de março deste ano, no bairro Três Barras, em Cuiabá, afirmou que Mariane Mara da Silva , de 36 anos, esposa de Marcos Pereira Soares , de 23 anos, principal suspeito do crime, sentia ciúmes da vítima, o que seria uma das motivações de sua participação na ação.

Montagem/João Aguiar – Rdnews/Reprodução

Em entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (30), na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Caio e a delegada Jéssica Assis, da área de feminicídios da DHPP, destacaram que suspeita e vítima não tinham uma boa relação.

Além disso, os profissionais relataram que Mariane proferiu xingamentos à adolescente no dia em que Marcos foi solto da prisão, quatro dias antes do crime. Mariane foi presa em flagrante na última quinta-feira (26).

“Elas não se gostavam. […] Logo depois da saída do primeiro preso [Marcos], a vítima faz uma ligação para a cunhada, que fica chateada, profere xingamentos, questiona por que a vítima estaria procurando ele, então o motivo está nesse ponto. Não tem conotação de envolvimento por organização criminosa. Isso não quer dizer que eles não sejam integrantes, mas é uma questão possivelmente relacionada a ciúmes”, aponta Caio.

De acordo com o delegado, em seus depoimentos, Mariane e Marcos jogam a responsabilidade do crime um para o outro. No entanto, conforme as investigações, há indícios que apontam para ambos.

“As vestes que foram usadas para acondicionar [depositar] o corpo no rio são uma espécie de saia dela [de Mariane]. O local onde aconteceu tudo indica uma residência no bairro Três Barras, de onde, horas antes, eles saem e vão para outro bairro. São elementos objetivos de autoria, que convergem para os dois. Podem ter terceiros? Podem, mas isso não quer dizer que eles não têm envolvimento. Cada vez mais os indícios de autoria estão aumentando em relação aos dois”, finalizou.

O crime

A adolescente desapareceu no dia 10 de março de 2026. O corpo foi encontrado no dia seguinte no Córrego Vassouro, com pedras amarradas e sinais de violência. Ela teria saído de casa voluntariamente e ido até a casa do irmão, após um pedido de conversa sobre a mãe. Lá, ela teria sofrido a violência sexual e, posteriomente, morta.

Irmão nega autria do crime

Preso em flagrante na madrugada do dia 12 de março em uma área de matagal, Marcos Pereira negou ter cometido o crime e segue preso temporiamente após decisão do juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá. 

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Link da Matéria – via RD News

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