
Os casos de Covid-19 caíram 88,39% em Cuiabá em 2026, enquanto as notificações de influenza A e B cresceram 74,95% no mesmo período. Os dados constam no Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) na sexta-feira (31).
Entre 4 de janeiro e 25 de julho, foram registrados 121 casos de Covid-19 na Capital. Desse total, 96 ocorreram entre moradores de Cuiabá e 25 em pacientes de outros municípios. Também foram confirmadas cinco mortes pela doença, sendo duas de residentes da Capital e três de pessoas de outras cidades.
No mesmo período do ano passado, Cuiabá havia contabilizado 1.043 casos da doença, o que representa uma redução de 88,39%.
Em contrapartida, a influenza apresentou crescimento expressivo. O boletim aponta 2.386 casos da doença, sendo 1.858 em moradores da Capital e 528 em pacientes de outros municípios. Ao todo, 21 pessoas morreram em decorrência da gripe, das quais 16 eram residentes de Cuiabá.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, o aumento está relacionado à maior circulação dos vírus respiratórios nesta época do ano, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da oferta de exames em 2026. O órgão também destaca que parte significativa das notificações é proveniente da rede privada de saúde.
As crianças de até 6 anos são as mais afetadas pela influenza, com 966 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas de 15 a 59 anos, com 673 notificações, crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572 casos, e idosos com 60 anos ou mais, que somaram 175 registros.
O boletim também mostra que, entre as semanas epidemiológicas 1 e 29, foram contabilizados 1.463 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais 1.043 envolveram moradores de Cuiabá. Houve 970 altas hospitalares, 373 casos permaneciam em investigação e 120 pacientes morreram.
Entre as internações por SRAG, a Covid-19 foi responsável por 27 hospitalizações e cinco mortes. Já a influenza provocou 332 internações e 21 óbitos, a maioria entre idosos com mais de 60 anos.
Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou a importância da vacinação contra a gripe, disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) para os grupos prioritários, como idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes, puérperas, profissionais da saúde e professores. A pasta também orienta que pessoas com sintomas gripais mantenham medidas de prevenção e procurem atendimento médico em caso de agravamento do quadro.

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