
Christian Albino Cebalho de Arruda, ex-marido de Nataly Helen Martins Pereira – ré confessa pelo assassinato da adolescente Emelly Azevedo Sena afirmou que conviveu anos com Nataly e a mulher não aparentava ser uma assassina. Ele chegou a ser preso por suspeita de envolvimento no homicídio, mas foi liberado . Reprodução
Em entrevista ao programa MT1, da TV Centro América, exibida nesta terça-feira (15), Christian contou que nunca teve desconfiança da gravidez de Nataly. “Eu via a barriga mexer, via ela passando mal, vomitando como qualquer grávida. A desconfiança que eu tinha é de que a filha não seria minha”, contou.
No dia do caso, ele ressalta que não foi com a mulher até o hospital, pois estava no trabalho, e só ficou sabendo do suposto parto quando chegou em casa. “Fui trabalhar, cheguei em casa de noite e meu cunhado veio com a notícia: ‘está preparado?’ E eu sorri e disse ‘claro’. E ele disse que minha filha nasceu. Acompanhei ele até o hospital”, detalhou.
Christian estava com sua filha no colo, no hospital, quando Nataly deu uma saída da sala. Logo em seguida, a Polícia Militar chegou. O policial disse que a criança não era da mulher. “Aquilo foi um choque, não estava acreditando de maneira nenhuma, porque eu acreditava na gestação dela”, relata.
“Eu convivi com ela e ela não aparentava ser uma assassina, uma monstra. Ela era uma pessoa boa para todo mundo, brincalhona, como um ser humano normal. Eu não entendo o porquê ela fez isso. Também me pergunto, todo santo dia, porque a Nataly fez isso”, acrescentou.
Ele também acredita que Nataly tenha cometido o crime sozinha, por causado porte físico e da expertise dela na área da saúde. “Porque aquela pessoa ali, bombeira civil, tinha conhecimento na área da enfermagem, tinha uma força brutal. Respondendo por mim, acredito que fez sozinha”, afirmou.
“Estou vindo hoje colocar minha cara para todo mundo ver, saber da verdade, o que aconteceu, que eu não tive envolvimento com nada, nem moral, nem material, não tive”, completou.
O caso
Emelly Azevedo Sena desapareceu no dia 11 de março, por volta das 12h, após sair de casa, no bairro Eldorado, em Várzea Grande e avisar a família que estava indo para Cuiabá buscar doações de roupas de bebê. O celular parou de funcionar e a família saiu em procura dela, realizando um boletim de ocorrência às 22h.
Na quarta-feira à noite, Nataly e o marido deram entrada no hospital com uma bebê, alegando que o parto teria sido realizado na residência. A equipe médica desconfiou do caso, pois a mulher não tinha indícios de puerpério. Exames apontaram que a mulher não esteve grávida recentemente e que a criança seria de outra mãe.
No dia 13 pela manhã, o corpo de Emelly foi encontrado em uma cova rasa, com pernas e braços amarrados, asfixiada com um fio no pescoço e um corte de faca na barriga. Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a bebê que estava com Nataly era a filha da adolescente. Quatro suspeitos foram conduzidos, entre eles o marido de Nataly, mas os três foram liberados, tendo permanecido presa apenas a mulher.
A investigação aponta que Emelly ainda estava viva quando teve o bebê arrancado do ventre. Os cortes foram precisos e certeiro no útero, não tendo atingido outros órgãos. Nataly confessou em depoimento que, antes de matar Emelly, pediu desculpas e disse que cuidaria da bebê.
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