
O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, considera que a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) , e eventual prisão, devem resultar na perda de parte do capital político de influência do mandatário, nos mesmos moldes que ocorreu com Lula (PT), quando foi preso às vésperas das eleições de 2018, quando tentou emplacar Fernando Haddad, como seu candidato no pleito presidencial.
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Bolsonaro foi condenado na quinta-feira (11), a 27 anos de prisão por tentativa de Golpe de Estado e outros crimes, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista nesta sexta-feira (12), Ananias foi questionado se Bolsonaro poderia repetir o feito de Lula, que mesmo da prisão, sonhava em ser candidato, mas sem saída, acabou transferindo o projeto para Haddad, que naufragou no 2º turno.
Para Ananias, o PL e as lideranças devem atuar com muita tranquilidade e analisar todo o cenário que vem se desenhando para evitar passos precipitados ou equivocados no projeto eleitoral: “A gente tem que analisar todos os fatores […] Ah, pode haver uma diminuição de capital político. Pode sim”.
Indagado se o PL poderia cometer o mesmo erro do PT em 2018, de ficar “preso” a Lula mesmo sabendo que ele estava inelegível, como no caso de Bolsonaro, que está inelegível e prestes a ser preso, Ananias citou o ex-chanceller alemão, Otton Von Bismarck, no sentido de que é mais fácil aprender com os erros dos outros, sem precisar tropeçar com os próprios pés. “Dizia Bismarck, tolo é aquele que não aprende com a experiência dos outros. Então a gente tem que aprender”, sinalizando que o próprio Bolsonaro deve ter a sabedoria sobre seu atual cenário.
Por fim, Ananias não quis emitir opinião sobre quem seria o melhor nome para substituir Bolsonaro na corrida eleitoral de 2026, contudo, demonstrou resistência a alguém que apenas tenha o parentesco do Clã Bolsonaro. “Se colocar um da família, tem que ter os argumentos pra que a gente possa degustar essa situação. Então, tudo que se colocar de ideias, vai ter que haver um pensamento para ver se realmente é positivo, não é positivo, é positivo muito, é menos positivo. Então tudo tem que ser analisado”, completou.

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