
A trabalhadora doméstica Elizana Rodrigues realizou um sonho antigo: comprar o primeiro imóvel e sair do aluguel. Com o sorriso no rosto e as chaves nas mãos, ela conta que o momento só foi possível depois que conseguiu um emprego formal e passou a ser amparada pela Regra de Proteção do Programa Bolsa Família, mecanismo criado pelo Governo Federal para garantir segurança e estabilidade às famílias que aumentam a renda ao ingressar no mercado de trabalho.
“Eu assinei minha carteira, aí eu fui atrás para comprar meu imóvel e consegui”, contou Elizana, emocionada.
Moradora de aluguel e mãe de uma menina de 12 anos, Elizana viveu anos de insegurança financeira. Antes de ter a carteira assinada, o Bolsa Família era essencial para cobrir despesas básicas como água, luz e material escolar. “Antes eu tinha medo. Como entrei na Regra de Proteção, porque estava trabalhando, fiquei tranquila! Não fiquei mais nervosa, com medo de perder o emprego. Me senti segura”, relatou.
Com a renda fixa, ela pôde acessar o Programa Minha Casa, Minha Vida, para o qual antes não se enquadrava por não ter vínculo formal de trabalho. “Eu assinei minha carteira, fui atrás para comprar meu imóvel e consegui pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. Foi o que eu consegui, por esse programa, que antes eu tentava e não conseguia”, celebrou.
Criada em 2023, junto com a retomada do Bolsa Família pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a Regra de Proteção assegura o pagamento de 50% do valor do benefício por até 12 meses às famílias que aumentam a renda per capita acima de R$ 218, desde que o total não ultrapasse R$ 706. O objetivo é garantir estabilidade no processo de superação da pobreza e evitar que o beneficiário perca o apoio logo após conseguir emprego.
Além disso, o programa conta com o Retorno Garantido, mecanismo que permite que famílias que deixaram o Bolsa Família retornem com prioridade caso voltem à situação de pobreza, dentro de um prazo de até 36 meses.
Para Elizana, a medida representa mais do que segurança financeira: é uma nova fase de vida. “Eu fico mais segura sabendo que, se eu perder o emprego, eu volto para o programa Bolsa Família. Agora nós vamos pagar uma coisa nossa. Muita tranquilidade agora. Sair do aluguel, entendeu? Agora é uma coisa que a gente está pagando para a gente”, afirmou, orgulhosa.

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