
A Prefeitura de Várzea Grande apresentou as ações de combate a proliferação do Aedes aegypti, vetor da dengue, chikungunya e zika. Durante as primeiras semanas de 2025, foi registrado aumento de 400% nos atendimentos referentes às arboviroses. Entre as doenças, a chikungunya é a que desperta mais preocupação, uma vez que corresponde a 53,5% dos casos notificados. Geovanna Torquato
Secretária de Saúde de VG, Deisi Bocalon, e a prefeita Flávia Moretti
A prefeita Flávia Moretti (PL) decretou situação de emergência no município na última quinta-feira (16), exigindo a recomposição das equipes de saúde sem médicos, assim como a limpeza de terrenos públicos e privados. Para esse período, a Secretaria Municipal de Saúde solicitou a contratação de médicos emergencialmente.
“Como o desfalque era muito grande, nós tínhamos várias Unidades Básicas de Saúde (UBS) sem um profissional médico, gerando superlotação nas UPAs. Diante disso, resolvemos contratar, de forma emergencial, alguns profissionais para recompor essas equipes até que esse processo seletivo possa ser viabilizado”, explicou a secretária de Saúde, Deisi Bocalon.
Nesse período de emergência, foi garantida a presença de pelo menos um profissional médico por equipe de saúde da família durante o horário de atendimento. Além disso, há estudos para extensão do funcionamento das unidades durante o horário de almoço.
A Secretaria de Serviços Públicos, por sua vez, ficou responsável pela limpeza de locais públicos e privados, incluindo a posterior notificação de irregularidades. A expectativa é solicitar aporte financeiro ao Governo de Mato Grosso e ao Ministério da Saúde para o cumprimento das medidas.
“A gente tem uma previsão em um total estimado de R$ 8 milhões, sendo R$ 2 milhões e 300 mil de insumos. Nós temos manutenção no centro de R$ 200 mil e equipamento e aparelhamento em torno de R$ 5 milhões e 450 mil”, detalhou a prefeita Flávia Moretti (PL).
Aumento de casos
Até o momento foram registrados dois óbitos por chikungunya em Mato Grosso, um em Cláudia (a 566 km de Cuiabá) e outro em Jaciara (a 143 km de Cuiabá). Outros 474 casos são investigados no restante do estado.
Com o aumento de chuvas e o calor intenso, o mosquito Aedes aegypti se reproduz com mais facilidade. O Ministério da Saúde orienta o uso de repelente e evitar manter água parada em reservatórios, como caixas d’água, vasilhas para pets e pratos de vasos de planta.
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