
O feminicida Carlos Alberto Gomes Bezerra, 59, após perder dezenas de recursos, enfrentará júri popular no dia 7 de julho, 1.266 dias após o assassinato da companheira dele, Thays Machado, 44, e do namorado dela, Willian Cesar Moreno, 30, executados em via pública em 18 de janeiro de 2023. A data foi definida pela 1ª Vara Criminal da Capital na última quinta-feira (14) e a sessão do júri está prevista para começar a partir das 9h, no fórum da Capital. A ação corre em segredo de Justiça e não foi informado se a imprensa poderá acompanhar o julgamento.
Um dos últimos recursos impetrados pela defesa do réu foi negado pelo Tribunal de Justiça no dia 17 de abril. O recurso pelo desaforamento, para que o júri fosse realizado em outro estado, manteve suspensa a ação penal desde 27 de agosto de 2025.
O perito Thyago Machado, irmão de Thays, acredita que o júri será um marco na história recente da violência contra mulheres que, como a irmã, continuam sendo vítimas de crimes bárbaros, perpetrados dia a dia em Mato Grosso. Assegura que a irmã, assassinada brutalmente e sem qualquer chance de defesa, de alguma forma estará acompanhando o julgamento de seu algoz. Espero que nesse julgamento realmente seja feita a Justiça pela morte de Thays.
A expectativa dele e da família é que a imprensa possa acompanhar o júri, transmitindo a toda sociedade a mensagem de que criminosos que atentam contra as mulheres são presos, julgados e pagam pelos seus crimes. Esse tipo de informação é importante para tentar coibir outros feminicídios, opina o perito.
Carlos Alberto Bezerra foi preso em flagrante, em uma fazenda da família na cidade de Campo Verde, horas após executar a ex-companheira e o namorado dela, a tiros de pistola diante do prédio em que a mãe de Thays morava. Crime aconteceu a luz do dia, enquanto Thays conversava com a filha adolescente ao celular. Willian tentou correr, mas foi atingido pela costas e caiu na calçada, a poucos metros de Thays.
Horas antes, o assassino já havia perseguido o casal, no trajeto entre o aeroporto Marechal Rondon e a Capital.
Atualmente, o réu está preso na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, depois de ter suspensa a prisão domiciliar.
Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

Faça um comentário