Candidatos focam em servidores públicos, segurança e ações sociais

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O início do horário eleitoral para o Senado em Mato Grosso nesta segunda-feira (21) foi marcado pelo foco em servidores públicos, bandeiras sociais e propostas de segurança pública. Na disputa por duas vagas, os postulantes de maior poder partidário exploraram históricos de gestão e causas corporativas, enquanto siglas de menor porte ficaram sem inserções na televisão.  

 

O ex-governador Pedro Taques (PSB) centralizou sua fala na defesa do funcionalismo atingido por fraudes financeiras. “Fui convocado para defender os servidores […] no escândalo dos consignados. São mais de 100 milhões de reais arrancados do bolso dos servidores”, afirmou Taques.  

 

Ele prometeu atuar no combate à corrupção para recuperar os valores dos atingidos. A deputada estadual Janaína Riva (MDB) mirou o mesmo eleitorado, apontando o impacto das dívidas no dia a dia. “Foi para isso que muitos servidores recorreram ao consignado, para atravessar um momento difícil. Esses servidores são a força que faz Mato Grosso acontecer”, defendeu a parlamentar, ressaltando sua meta de se tornar a primeira senadora nascida no estado.    

 

Já Carlos Fávaro (PSD) combinou prestação de contas de investimentos na saúde, obras de infraestrutura e pautas trabalhistas. Fávaro prometeu prioridades para a classe trabalhadora. “Anota aí, eu vou votar pelo fim da escala 6 por 1. É uma injustiça contra os trabalhadores”.  

 

A segurança e as pautas morais orientaram o discurso de outros nomes. O ex-governador Mauro Mendes (União) destacou a necessidade de endurecer a legislação federal e mencionou seu desempenho nas pesquisas. “Vamos enfrentar o que for necessário para mudar as leis, para valer e escrever uma nova história na segurança pública”, garantiu.  

 

Margareth Buzetti (PP) priorizou a defesa dos direitos da mulher e o combate à pedofilia. Ela defendeu a integração de órgãos públicos por meio da Ficha Única de Proteção. “Três lugares viram algo errado, mas nenhum deles conversa […] A Ficha Única reúne os sinais de perigo num só lugar, com alerta para a polícia agir”.  

 

Na ala conservadora, Antônio Galvan (Avante) adotou o tom da defesa da família e da “coragem”, alinhando-se a figuras da direita estadual. Em contraste, José Medeiros (PL) teve o tempo de propaganda reduzido por decisão judicial em disputa com Janaina Riva (MDB), que conseguiu reaver seu tempo após uma vitória no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o tempo da chapa com Medeiros fosse dividido igualmente.    

 

A disputa no estado conta ainda com Beny Godoy (Agir), Coronel Darwin (Democrata) e Professor Nelson Ferreira (Agir). Sem o tempo mínimo de representação exigido por lei na Câmara dos Deputados, essas candidaturas não dispõem de espaço na grade gratuita do rádio e da televisão.          

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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