
A psicóloga Marina Oliveira explicou que em tempos em que vídeo games, televisões e celulares se tornaram quase objetos essenciais na vida de crianças e adolescentes, as brincadeiras ao ar livre são essências para o desenvolvimento infantil. Longe das telas, os pequenos conseguem desenvolver melhor suas funções cognitivas, motoras e emocionais.
Em entrevista ao , ela destacou que quando a criança interage com o ambiente e com outras pessoas, aprende valores fundamentais como regras, limites e empatia. Aspectos que, segundo ela, nenhuma tela, por mais educativa que seja, consegue substituir.
“É por meio das brincadeiras que a criança experimenta, cria, imagina e aprende sobre o mundo real, quando a criança interage com o ambiente e com outras ela é estimulada a criatividade, a autonomia, a linguagem, o raciocínio lógico e a coordenação motora também aprende a negociar, esperar a vez e lidar com frustrações”, explica.
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças com menos de dois anos não tenham contato com telas. A partir dessa idade, o uso deve ser supervisionado e limitado há no máximo uma hora por dia, sempre com conteúdos de qualidade e na companhia de um adulto.“O mais importante é que o uso não substitua o brincar livre, o sono adequado e o convívio social”, reforça a psicóloga.
A empresária Jhenifer Bernini, de 26 anos, mãe de 3 filhos: Franchesco, de 5, Fiorella Maria, de 3 e o pequeno Vicenzo, de 11 meses, optou por limitar o uso de telas após muita pesquisa e reflexão que a levaram a ter certeza que o excesso é prejudicial para o desenvolvimento do cérebro.
A reportagem ela explicou que a rotina de sua casa tem como prioridade o mundo físico, o contato com a natureza.“Gostamos de deixar eles em contato com a natureza, principalmente de manhã. Evitamos ficar dentro de casa e priorizamos brincadeiras como andar de bicicleta, carrinho de rolimã, massinha, blocos de montagem e pintura”, descreve.
Os resultados, segundo ela, são visíveis. “A diferença é muito grande, principalmente na comunicação. As crianças que brincam mais livremente se expressam melhor, são mais empáticas e têm mais facilidade de se conectar com os outros.” Para ela, a decisão de criar os filhos sem telas é também um ato de amor e resistência, é uma escolha que, sem dúvida, influencia o futuro porque forma adultos mais presentes, empáticos e conscientes.
Neste Dia das Crianças, o conselho de Marina e Jhenifer é simples: desligue as telas e ligue o afeto. “Comece dando o exemplo”, sugere Marina. “Desligue o celular na hora das refeições, crie momentos de convivência e mostre que o prazer pode estar nas coisas mais simples.”, já Jhenifer pontua diante de sua experiência com 3 filhos que o mais valioso para a criança é a presença.”O melhor presente que podemos dar é o tempo vivido junto, aquele que nenhuma tela é capaz de substituir”.

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