
O ministro Carlos Fávaro afirmou, nesta terça-feira (20), que o Brasil tem um sistema sanitário animal e vegetal “robusto”. O chefe do Ministério da Agricultura e Pecuária, entretanto, reconheceu que podem ser feitas mudanças, do ponto de vista legislativo, que melhorem os mecanismos.
A pasta tem lidado, nos últimos dias, com a crise relacionada à confirmação de caso gripe aviária em uma granja comercial no país e o consequente fechamento de mercados. Há ainda casos sob investigação.
Guilherme Martimon-Mapa
Fávaro defendeu que o “Brasil é uma referência mundial na sanidade animal e vegetal”. Ele comparou o protocolo brasileiro à situação enfrentada nos Estados Unidos quanto ao surgimento de casos de gripe aviária. Segundo o ministro, em território norte-americano matam-se muito mais animais para conter o avanço do vírus, o que não seria necessário no Brasil.
“Isso é um sistema que funciona, que não deixa o foco se esparramar para depois querer correr atrás. Depois da casa incendiada, não tem jeito para apagar o fogo. É um sistema muito robusto, mas que pode e deve ser aperfeiçoado com legislação”, destacou.
O ministro destacou que duas medidas estão sobre a mesa e que são apoiadas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A primeira seria a criação de um fundo nacional sanitário, que possa socorrer os produtores nos momentos de crise e outra, a criação de um fundo que permita o pagamento de horas extras a servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária.
“Nesse momento temos quatro emergências sanitárias… a mais importante, lógico, é essa da gripe aviária, mas tem de monilíase, de mosca da fruta/carambola e tem a vassoura de bruxa se espalhando pelo norte do país. Ter um fundo de indenização… porque a forma de combater uma crise sanitária é a eliminação de foco e aí tem prejuízo para o produtor”, frisou o ministro.

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