
Alvo de impactos pela decisão dos Estados Unidos em considerar como terroristas organizações criminosas, o México passou a ter maior cautela de bancos para concessão de créditos a áreas ligadas ao transporte, mineração e construção.
Os pontos são citados pelo Itamaraty como exemplos de impactos que podem alcançar o Brasil, que se tornou alvo da mesma medida norte-americana. A avaliação, a partir do cenário do país, ainda aponta para risco de impacto a questões migratórias, como obtenção de vistos a brasileiros.
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As possibilidades foram apontadas pelo ministro Mauro Vieira, que chefia as Relações Exteriores, em resposta a questionamentos apresentados por comissão da Câmara dos Deputados.
“No caso do México, por exemplo, onde essa designação já ocorreu, o Instituto Mexicano de Contadores Públicos (IMCP) avaliou que áreas tradicionalmente consideradas mais vulneráveis à infiltração do crime organizado, como mineração, transporte e construção têm enfrentado maior cautela por parte de bancos e auditores, com possível encarecimento de crédito e ampliação de exigências documentais”, aponta trecho do reporte.
A peça também destaca que o impacto pode ser maior para cidades ou regiões que contam com uma atuação maior do crime organizado.
Aliados de Flávio Bolsonaro têm minimizado o impacto ao menos para o setor da mineração. A avaliação é de que diferente do México, a área teria menos interferência de organizações criminosas no Brasil

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