Biometria chega a mais de 88% e corregedor-geral destaca busca por “radiografia” de MT – veja quadro

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

A 14 meses das eleições gerais do ano que vem, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) intensifica ações para ampliar o número de eleitores com registro biométrico. A meta é chegar a 100%, mas o corregedor-geral, desembargador Marcos Machado, reconhece que a missão é difícil em razão de alguns aspectos como a descrença nos políticos; eleitores que estão em áreas de difícil acesso; e também porque alguns mato-grossenses, que foram aliciados por facções criminosas, querem continuar “invisíveis”. Apesar disso,   frisa que o objetivo é ter uma radiografia geral do Estado.

“A gente está buscando a identificação dos eleitores de Mato Grosso. Quantos são? Onde estão? Quem são? E nós temos alcançado resultados substantivos. Há municípios já com 98%, 97%, 96% [de eleitores com biometria]. É óbvio que nós, a cada dia, descobrimos algo novo. Por exemplo, nós identificamos em um município 100 pessoas falecidas, que não estavam no cadastro do TRE. Os cartórios comunicam o CNJ e o CNJ não nos comunicou. E a Justiça Eleitoral não foi eficaz para buscar essa informação [de que estavam mortos]. Isso atinge um percentual.  Isso me chamou atenção pelo nível de abstenção de 24% [na última eleição]. Mas, agora nós estamos vendo que, nessa conta, tem também as pessoas que faleceram, que já se mudaram do estado de Mato Grosso”, detalha, em entrevista especial ao – veja vídeo abaixo

Atualmente, o índice de cobertura biométrica em Mato Grosso é de 88,24% (2.240.342 eleitores) de um total de 2.518.662 aptos a votar. Índice é superior aos 86,7% , registrados em maio. Outras 278.320 pessoas, o equivalente a 11,06% do eleitorado, ainda precisam regularizar a sua situação. A meta da campanha Biometria 100% é alcançar e, no mínimo, 98% do eleitorado ainda em 2025. Na lista de cidades com maior índice de biometria estão Ponte Branca (99,86%); Araguainha (99,84%) e Vale de São Domingos (99,33%). O município com pior desempenho é Confresa com apenas 35,17%, seguida por Novo Mundo (48,10%); e Castanheira (50,75%) – veja quadro

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Conforme o TRE, para ampliar o cadastro nas cidades com baixa adesão, estão sendo realizados mutirões. Em Confresa há ações também na zona rural, inclusive, em terras indígenas e foi encaminhado para o Juízo Eleitoral 4 novos kits biométricos extras. Lá também foi criado um posto eleitoral ampliado – veja mais aqui e aqui

“E é importante lhe dizer que nós temos, nesse núcleo de pessoas [total sem biometria], os presos que não exercem o seu direito político por um determinado tempo e o número de faccionados que é muito grande em Mato Grosso. E esse número de faccionados não se apresenta. Eles não querem ser identificados, onde eles estão. Eles não querem apresentar a sua face para a Justiça”, ressalta Machado.

Além de mutirões, e criação de postos avançados de coleta, o TRE-MT segue fazendo campanhas de conscientização.

Biometria: avanço tecnológico

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada pessoa vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra no momento da votação. No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica.

Além das digitais, no cadastro biométrico também são atualizados outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros – veja campanha do TRE

Link da Matéria – via RD News

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