
O técnico Eduardo Barros classificou como “difícil” a derrota do Cuiabá por 1 a 0 para o Novorizontino , na noite desta quarta-feira (9), na Arena Pantanal, pela 31ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O revés, o primeiro do treinador à frente do Dourado, impediu a equipe de encostar no G-4 e foi considerado um dos mais amargos da temporada.
“É claro que o resultado é frustrante, por toda essa expectativa. Mas existem derrotas e derrotas. Hoje nós neutralizamos uma excelente equipe e criamos chances. Infelizmente, não tivemos competência para, ao menos, empatar o jogo”, disse Eduardo.
Reprodução/TV Cuiabá
Apesar do tropeço, o treinador destacou o espírito de luta do elenco e garantiu que o time segue vivo na briga pelo acesso. De acordo com o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Dourado tem apenas 9.3% de chances de conseguir voltar à Série A em 2026.
“O que fica de positivo é a luta até o final. O time correu, forçou expulsão do adversário e criou oportunidades. Ainda estamos completamente vivos na competição. Restam sete jogos, 21 pontos na mesa. Vamos lutar até o fim.”
Barros reforçou que a derrota não pode abalar o emocional do grupo nesta reta decisiva.
“Esse resultado frustra, mas ele frustra hoje. Amanhã é outro dia. Temos que sentir o gosto amargo, mas rapidamente nos recuperar. Domingo já tem outra final contra o Coritiba, e estaremos fortes mentalmente.”
Com o resultado, o técnico completou dez jogos no comando do Cuiabá — com três vitórias, seis empates e uma derrota. Ele reconheceu que o aproveitamento ainda não é suficiente para o acesso, mas acredita que a equipe pode reagir se mantiver a força em casa.
“O número é insuficiente para o acesso, mas seguimos acima de 50% de aproveitamento, que é o que mantém o time na briga. Precisamos melhorar fora de casa e manter o desempenho como mandante, que é acima de 70%.”
Questionado sobre as substituições e a opção de não iniciar com o volante Patrick de Lucca, o treinador explicou que buscou preservar a estrutura defensiva diante das mudanças do adversário.
“O Novorizontino alterou a forma de jogar, colocou três zagueiros e reforçou a marcação. Se mexêssemos na estrutura inicial, perderíamos estatura e força nos duelos. Por isso, optei por manter o desenho original.”
Na reta final da entrevista, Eduardo Barros fez questão de agradecer o apoio da torcida e pediu que o torcedor siga acreditando. O treinador encerrou a coletiva definindo a partida em uma única palavra.
“O torcedor não pode jogar a toalha. Eles nos empurraram o tempo todo. Não deixamos de vencer por falta de apoio, e sim por detalhes do jogo. Temos quatro finais em casa e precisamos deles junto conosco.”
“Difícil. Sabíamos que o jogo teria essa natureza. Enfrentamos um time que, há duas temporadas, bate na trave para subir. Eles mudaram a estrutura para nos enfrentar e defenderam muito bem. Ainda assim, criamos chances, mas não concluímos.”
Com 46 pontos, o Cuiabá caiu para a 8ª colocação na tabela e tenta se reerguer já no próximo confronto, diante do Coritiba, outro adversário direto na briga pelo G4. As equipes se enfrentam no domingo (12), às 20h30 (de Brasília), na Arena Pantanal, pela 32ª rodada da segunda divisão.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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