
O assassinato da diretora do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), Terezinha Silva de Souza, completa quatro anos nesta quarta-feira (15) e segue sem desfecho. Terezinha, que à época tinha 54 anos, foi morta a tiros, a caminho do trabalho. Nas redes sociais, o ex-prefeito e amigo da diretora, Zé Carlos do Pátio (PSB), se mostrou indignado e disse que permanece em busca de respostas.
Terezinha foi morta na manhã do dia 15 de janeiro de 2021, após parar em um semáforo, no cruzamento entre a Rua Otávio Pitaluga e a Avenida Dom Wunibaldo, no Centro de Rondonópolis. Na ocasião, dois homens em uma motocicleta vermelha, CB 300, se aproximaram do carro onde a vítima estava, momento em que efetuaram os disparos de arma de fogo.
Marcos Souza/ Montagem Rdnews
O motorista do Sanear, que conduzia o veículo, teve ferimentos leves e socorreu Terezinha até à Santa Casa de Misericórdia, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade médica.
“Hoje é um dia de extrema reflexão e indignação para eu, minha família, meus amigos e companheiros de longas datas, onde, se completam 4 anos da partida brutal da companheira Terezinha Silva de Souza. Seguimos por respostas das autoridades a fim de justiça e punição aos responsáveis, e, relembrando os bons momentos vividos ao lado da saudosa companheira. Saudades eternas!”, publicou Zé do Pátio.
Investigações
O crime segue sem solução. À época dos fatos, a equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), liderada pela delegada responsável pelo inquérito, Karla Peixoto Ferraz, declarou a possibilidade de um crime de mando, que pode ter sido cometido por pistoleiros profissionais.
Em junho de 2022, Edvan de Souza Santos, ex-policial militar do Batalhão Ambiental da PM de Rondonópolis, que está preso, foi apontado pela Polícia Civil como um dos executores do crime. De acordo com as investigações, tanto a moto CB 300 quanto a arma de fogo utilizadas no assassinato de Terezinha são as mesmas de outros quatro homicídios ao qual o ex-PM é acusado.
O entrou em contato com a Polícia Civil para verificar sobre novos desdobramentos a respeito das investigações e foi informado que o inquérito que investiga o assassinato de Terezinha continua em andamento, “para identificar os demais participantes do crime”.
Além disso, destacou que Edvan é réu no processo penal pelo homicídio da diretora da Sanear e que ele iria a Júri Popular em dezembro de 2024, mas que a sessão foi adiada.
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