Após sete meses, MT volta a registrar mortes decorrentes da intoxicação por metanol

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) confirmou que Mato Grosso registra seis mortes por intoxicação por metanol, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Além disso, um sétimo óbito já teve a causa confirmada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), mas ainda aguarda a conclusão da investigação epidemiológica para ser incluído no sistema oficial. 

 

Os dados mostram que Mato Grosso voltou a registrar intoxicação após um intervalo de quase sete meses. O último caso confirmado antes da nova ocorrência havia sido registrado em 18 de novembro de 2025, enquanto o mais recente ocorreu em 6 de junho de 2026.

 

Conforme dados do Painel de Monitoramento de Intoxicação por Suspeita de Metanol (SES-MT), ao todo foram notificados 16 casos de suspeita de intoxicação por metanol. Destas, sete tiveram confirmação laboratorial e nove foram descartadas após exames e investigação clínica.

 

Entre os casos confirmados, apenas um paciente sobreviveu. Trata-se de um homem de 24 anos, morador de Várzea Grande, que foi internado em Cuiabá em outubro de 2025, recebeu antídoto e teve alta hospitalar.

 

Os demais casos confirmados ocorreram em moradores de Itanhangá, Nova Brasilândia, Querência e Várzea Grande. Segundo a Secretaria, os pacientes apresentaram quadros graves de intoxicação e a maioria necessitou de internação.

 

Ainda conforme os dados da SES, não há pacientes internados por suspeita ou confirmação de intoxicação por metanol no Estado.

 

“A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informa que o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) registra 6 óbitos confirmados por intoxicação por metanol em Mato Grosso. No momento, há registro de um sétimo óbito que ainda está em processo de inclusão no Sinan. Embora a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) tenha confirmado a causa da morte como intoxicação por metanol, a conclusão da investigação epidemiológica, conforme os protocolos estabelecidos, é necessária para o encerramento do caso e seu posterior registro no sistema oficial”, informou a pasta.

 

Questionada sobre fiscalização nos lotes de bebidas e monitoramento, a pasta não deu detalhes acerca da identificação do produto contaminado.

 

Contaminação

O primeiro caso de intoxicação por metanol foi registrado no país em setembro do ano passado e, no mesmo mês, uma pessoa foi contaminada em Mato Grosso.

A substância metanol é um solvente industrial altamente tóxico. Quando ingerido, inalado ou absorvido pela pele, ele é transformado pelo fígado em formaldeído e ácido fórmico, compostos capazes de provocar danos graves ao organismo. Os sintomas podem surgir entre 6 e 72 horas após o consumo da bebida contaminada e vão desde náuseas e desconforto gástrico até alterações visuais, rebaixamento de consciência, coma e morte.

 

Por sua gravidade, a situação passou a ser tratada como um evento de saúde pública, exigindo maior vigilância e resposta rápida dos serviços de saúde de todo o país.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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