
Após o prefeito Abilio Brunini (PL) ameaçar romper o contrato com a Locar Saneamento Ambiental, a empresa anunciou a expansão de sua frota de caminhões e a implementação de novos serviços em Cuiabá. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (17), em resposta à notificação encaminhada pela prefeitura, que cobra melhorias nos serviços de coleta de lixo na cidade.
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Em nota, a Prefeitura de Cuiabá informou que avalia a possibilidade de rescindir o contrato com a Locar, diante de irregularidades. No comunicado, o município pontuou que estudava convocação da segunda colocada no processo licitatório, como permitido pela legislação.
“A Procuradoria Geral do Município encaminhou uma notificação à direção da Locar Saneamento Ambiental. O prazo para resposta vence na sexta-feira (17), sob pena de pagamento de multa”, destacou a nota. O contrato, firmado na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, tem valor de R$ 85,7 milhões anuais e inclui a coleta, transporte e descarte de lixo urbano, além de outros serviços como varrição mecanizada e coleta seletiva.
Diante da possibilidade de ruptura contratual, a Locar anunciou a aquisição de novos caminhões compactadores. Cinco deles estão previstos para chegar ainda nesta sexta-feira (17). Os veículos, que vêm diretamente da fábrica em Goiânia, começarão a operar neste fim de semana. A empresa informou que o prazo para integração total da nova frota é de 180 dias, conforme estipulado pela fábrica.
Atualmente, a coleta de lixo em Cuiabá é realizada com 33 caminhões, o que supera o mínimo de 27 veículos por turno exigido no contrato. Segundo a Locar, mais de 96% da frota já conta com equipamentos de rastreamento via GPS, o que permite maior monitoramento e eficiência das rotas.
No comunicado, a Locar também destacou sobre os prejuízos causados pela interdição de sua base operacional, que impede a manutenção de caminhões e a instalação de equipamentos. Em ofício enviado à Prefeitura, a empresa solicitou a flexibilização de prazos para as melhorias contratuais e a mediação junto aos órgãos competentes para revogar a interdição.
“A continuidade da interdição representa um grave risco sanitário e ambiental, incompatível com o interesse público e os princípios de razoabilidade e proporcionalidade”, afirmou a Locar.

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