Após contestação de legista, juiz quer novo laudo sobre a morte de aluno

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Após a contestação do médico perito Fernando Alves Esbérard Leite , o juiz titular da Justiça Militar, Moacir Rogério Tortato, convocou os dois médicos peritos, que assinaram o laudo de necropsia do aluno bombeiro Lucas Veloso Peres , de 27 anos. Os profissionais prestarão depoimento e devem apresentar laudo complementar na ação penal.

Conforme já publicado pelo , o médico Fernando Alves, contratado pela defesa do capitão Daniel Alves de Moura, afirmou, nessa quarta-feira (18), que Lucas teve uma morte súbita cardíaca e que é “praticamente impossível” distinguir se o jovem morreu por afogamento. O capitão Daniel Alves, que ministrava o curso, é acusado de afogar o jovem sucessivamente durante o treinamento.

O novo laudo será confeccionado para tentar esclarecer a real causa da morte de Lucas. O depoimento dos dois médicos foi agendado para 22 de maio, às 14h.

Montagem/Rdnews

Além de Daniel Alves, o soldado Kayk Gomes Santos também é investigado no caso. A expectativa era de que os dois prestassem depoimento nessa quarta, durante audiência de instrução, mas por conta dos novos pedidos, a dupla só será interrogada após os peritos serem ouvidos.

Politec aponta afogamento

Conforme publicado pelo , a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) divulgou, no final de fevereiro de 2024, o laudo preliminar do exame de necropsia, realizado no corpo de Lucas, que apontou morte por afogamento . Outro ponto apresentado pela Politec foi o resultado do exame toxicológico, que deu negativo.

Relembre o caso

Lucas Veloso era natural de Goiás e estava fazendo um treinamento de salvamento aquático, no dia 27 de fevereiro, quando teria se afogado. A vítima foi levada ao Hospital H-Bento, mas não respondeu às tentativas médicas e teve o óbito declarado. Ele foi enterrado em Caiapônia (GO). 

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) abriu investigação sobre o caso  e prometeu aprimorar as condições de cursos do Corpo de Bombeiros. 

Em julho de 2024, o juiz Moacir Rogério Tortato, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, recebeu a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), contra o capitão Daniel Alves de Moura e Silva e o soldado Kayk Gomes dos Santos, pela morte do aluno Lucas. Kayk estava como auxiliar de Daniel no curso de preparação. 

Lucas não é o primeiro aluno a morrer durante um treinamento dos Bombeiros. Em 2016, o aluno Rodrigo Claro morreu durante atividades aquáticas, também na Lagoa Trevisan. A responsável pelo treinamento, a tenente Izadora Ledur, foi acusada de maus-tratos contra Rodrigo, mas teve a condenação prescrita.

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Link da Matéria – via RD News

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