Apontado como líder de esquema, advogado apagou mensagens no dia da operação, diz polícia

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O empresário João Gustavo Ricci Volpato , apontado pela Polícia Civil como o líder do grupo investigado pela Operação Sepulcro Caiado , sob suspeita de lesar o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em R$ 21 milhões através do desvio de depósitos judiciais, apagou mensagens do WhatsApp no dia 30 de julho, quando a operação foi deflagrada. Volpato foi solto na última sexta-feira (08).

Midianews

Conforme relatório da Delegacia de Estelionatos de Cuiabá, obtido pelo , contra Volpato foi cumprido mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão. A análises no celular do empresário constou que foram identificadas 743 mensagens de bate-papo, incluindo WhatsApp. Várias delas haviam sido apagadas.

“O aspecto mais relevante foi a descoberta de 12 conversas com status “excluídas” e 152 conversas com status “desconhecido”, sugerindo possível ocultação intencional de evidências. Destaca-se que foram identificadas 28 conversas entre João Gustavo e sua esposa Flávia Volpato, sendo a última registrada em 29 de julho de 2025, todas com conteúdo inacessível, provavelmente excluídas deliberadamente”, diz trecho.

Além disso, acessos ao aparelho foram feitos minutos antes da Polícia Civil entrar no imóvel de Volpato. “Os registros de aplicativos indicam atividade significativa em 30 de julho de 2025, com acesso ao WhatsApp às 5h22 e uso da câmera entre 5h34 e 5h34 (minutos antes da deflagração da ação policial), sugerindo possível captura de evidências ou documentos nesta data”, afirma.

“A análise revela um padrão consistente com tentativa de ocultação de evidências digitais, evidenciado pela exclusão sistemática de conversas, particularmente aquelas com a esposa do investigado. A presença de documentos financeiros substanciais no dispositivo, combinada com a atividade recente de aplicativos, sugere que o aparelho pode ter sido utilizado para documentar ou comunicar aspectos relevantes da investigação em curso”, completa.

Ainda segundo a Polícia Civil, o dispositivo de João Volpato continha documentos significativos para a investigação. Entre eles, contratos de confissão de dívida no valor de R$ 1,3 milhão e um requerimento de protesto no valor de R$ 2,3 milhões, além de múltiplos cheques e documentos de correção monetária.

Empresário foi solto

Como já publicado pela reportagem, João Volpato foi solto na sexta-feira, por ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da soltura, o ministro impôs medidas cautelares a Volpato, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar a cidade sem autorização e de manter contato com os outros investigados.

O ministro entendeu que o Juízo de primeiro grau era incompetente para expedir a ordem de prisão porque o caso envolve figuras com foro especial fixado no Superior Tribunal de Justiça. Além disso, no entendimento de Gilmar Mendes, também não foi preenchido o critério da contemporaneidade, já que os crimes apontados ocorreram entre os anos de 2019 e 2023.

Para o ministro, com o bloqueio de bens dos 17 acusados até o valor de R$ 21 milhões, bem como de outros bens, o Judiciário “cercou-se das cautelas necessárias para evitar eventual lavagem de capitais como assegurou os meios necessários para o ressarcimento do erário em caso de condenação”.

“E não só. Ao determinar a prisão preventiva do servidor responsável pela expedição dos alvarás de pagamento, o juízo de primeiro grau adotou uma medida cautelar que, a meu ver, é suficiente para inibir a reiteração das supostas práticas delitivas”, acrescenta.

Por conta disso, expediu o alvará de soltura ao empresário. “Ante o exposto, concedo a ordem para revogar o decreto de prisão e determinar a expedição de alvará de soltura em favor do paciente, se por outro motivo não estiver preso”, decidiu.

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Link da Matéria – via RD News

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