
O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) não cravou um reedição da dobradinha entre o União Brasil e o PL em Mato Grosso nas eleições de 2026, como em 2022, embora o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), tenha sinalizado por interlocutores que, para o Senado Federal, irá apoiar o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o deputado federal José Medeiros (PL) . Para Botelho, apoio pessoal não representa a posição de um partido inteiro.
Vanderson Ferraz Santos
Mesmo inelegível até 2030, Bolsonaro segue articulando projetos com lideranças para o Senado. Entre eles, teria traçado os rumos para Mato Grosso, com Mauro Mendes e Medeiros. Questionado nesta quarta-feira (17), sobre a situação, Botelho evidenciou que não há qualquer acordo oficial firmado para a dobradinha e que a federação União Progressista, entre UB e PP, ainda tem outras definições internas antes de qualquer aliança.
“Eu acho que ele pode apoiar o Mauro, independente do redesenho. Se ele apoia o Mauro, beleza. É uma decisão dele. Ele escolheu apoiar o Mauro. Eu acho que não tem problema nenhum. Agora, quem vai ser os candidatos desse grupo é que não está definido. Não quer dizer que o Bolsonaro definiu Mauro e Medeiros. Então, nós do União, todo mundo, o candidato é Mauro e Medeiros?”, disparou.
Neste cenário, Botelho indicou que o senador Jayme Campos (União Brasil) tem total legitimidade de ir à reeleição, sendo assim, poderia ser uma chapa pura entre entre Mauro Mendes e Jayme, independente de apoio de Bolsonaro, que pertence a outro partido. Além disso, relembrou que o PP ainda tem a senadora Margareth Buzetti, que está no exercício devido a licença do titular da cadeira, ministro da Agricultura e Pecuária Carlos Fávaro (PSD).
“Nós temos Jayme Campos, que é candidato a senador. Nós temos Mauro Mendes, que pode ser candidato a senador. Nós temos Margareth Buzetti, que podem ser candidatos ao Senado dentro do grupo. Então, tem uma conjuntura aí que vai ser definida lá na frente. Até agora é só especulação, conversa de bêbado pra delegado”, emendou.
Mauro celebrou a sinalização de apoio de Bolsonaro para seu projeto em uma eventual dobradinha com Medeiros, mas sustentou que no momento, seu foco está direcionado exclusivamente para a gestão do Governo de Mato Grosso. A costura de Bolsonaro faz parte de uma estratégia da direita de tentar assumir maioria no Congresso Nacional, onde se dita os rumos do Brasil.

Faça um comentário