Apesar dos números positivos, a indústria brasileira enfrenta desafios para ter auge

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A Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quarta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), confirmou um dado animador para a economia brasileira: pelo quarto mês consecutivo, a produção industrial do país cresceu. O acúmulo total é de 1,7% no ano até agora. De março para abril, o acréscimo foi de 0,7%.

 

O resultado está 4,7% acima do nível registrado pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Apesar disso, ele está 12,9% abaixo do valor recorde, alcançado em maio de 2011. Segundo Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da Confederação Nacional da Indústria, uma variedade de fatores dificulta o retorno ao auge.

 

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Dentre eles estão a baixa evolução da produtividade da indústria brasileira e a taxa de juros elevada, que encarece o investimento e, consequentemente, reduz a demanda. “Por outro lado, também tem uma pressão de custos crescente sobre a indústria, então é um acúmulo de fatores que vem atrapalhando bastante a competitividade brasileira e gera essa distância sobre o que a gente já chegou a ter de produção”, afirma.

 

Marcelo Azevedo ainda comenta os resultados da pesquisa durante o programa Alerta Brasil e avalia que, embora os dados sejam animadores, é necessário diferenciar a situação enfrentada pela indústria extrativa da de transformação. Enquanto aquela encontra-se favorecida pela guerra no Oriente Médio, esta enfrenta dificuldades e, na comparação com o mesmo período em 2025, registrou queda.

“São situações bastante diferentes. A indústria extrativa, muito exportadora, está sendo beneficiada por essa questão de preços do petróleo. Já a de transformação […] sofre com os efeitos da guerra, entre outros fatores. Como, por exemplo, a elevação do próprio custo de petróleo, que é importante para o frete”, conclui o especialista.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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