Alckmin destaca acordo com a China, etanol e Ferrogrão ao abrir congresso

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A abertura do mercado chinês ao DDG brasileiro, a redução de impostos sobre carros elétricos, híbridos e movidos a etanol e um empenho maior para o avanço das obras da Ferrogrão balizaram a fala do Presidente em exercício do Brasil, Geraldo Alckmin, na abertura do 3º Congresso Abramilho, que acontece em Brasília. O evento, promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), reuniu cerca de 400 participantes.

Assessoria de Imprensa Abramilho

Alckmin, que também acumula o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apresentou medidas estratégicas do governo federal voltadas ao agronegócio, infraestrutura e à indústria automotiva.

Entre os principais anúncios, destacou-se a abertura do mercado chinês ao DDG brasileiro – o farelo resultante da produção de etanol de milho. Alckmin classificou a medida como uma “conquista relevante”, que amplia as exportações e insere o Brasil de forma mais robusta em um mercado em franca expansão. “É um passo importante que também contribui para mitigar riscos climáticos”, afirmou.

Outro ponto enfatizado pelo vice-presidente foi a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos elétricos, híbridos e movidos a etanol, dentro da agenda do chamado “IPI Verde”, que deverá ser formalizada nos próximos dias. A medida visa estimular a transição energética no setor automotivo e ampliar a competitividade da indústria nacional.

Na área de infraestrutura, Alckmin reforçou o compromisso do governo com a aceleração das obras da Ferrogrão, projeto logístico estratégico para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste até os portos do Arco Norte. Também mencionou a possibilidade de ampliar recursos e o acesso ao seguro rural, apontando a ferramenta como essencial na adaptação às mudanças climáticas.

Atendendo a uma solicitação do presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, o governo se comprometeu a incluir a ampliação da capacidade de armazenagem agrícola na pauta estratégica do setor. Bertolini destacou que o maior desafio atualmente não é a produção, mas a infraestrutura de armazenagem. “A produção de milho cresce, em média, 10 milhões de toneladas por ano. Precisamos adotar uma lógica semelhante à dos Estados Unidos, que permite o armazenamento de mais de uma safra dentro das propriedades”, afirmou.

O Congresso da Abramilho segue ao longo do dia com quatro painéis temáticos, dois focados em economia — abordando inflação dos alimentos e impactos tarifários sobre o agronegócio — e dois sobre sustentabilidade, incluindo geopolítica ambiental e reciprocidade regulatória. O evento conta com apoio de empresas e entidades como Basf, Croplife e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Criada em 2007, a Abramilho representa os interesses dos produtores de milho e sorgo em âmbito nacional e internacional. O congresso anual é uma das principais plataformas de debate e articulação política do setor. (Com assessoria)Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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