
O vereador de Sinop (500 km de Cuiabá), Marcos Vinicius Borges (PSDB), conhecido como “advogado ostentação”, lançou oficialmente a sua candidatura a deputado estadual, na terça-feira (28), para a eleição deste ano. Em conversa com jornalistas, ele revelou que sua meta é ser prefeito de sua cidade.
“Na verdade, eu sou um cara anticorrupção. Quando entrei, foi com essa bandeira e penso o seguinte: eu não venho aqui para ter amigo político ou inimigo político. Eu venho aqui para fazer o certo. Se tiver cometimento de ilícitos, independentemente de estar no meu grupo ou fora do meu grupo, vou denunciar. Isso não é ser polêmico, é fazer o que é certo”, afirmou o candidato.
Questionado sobre a possibilidade de suceder o atual prefeito da cidade, Roberto Dorner (PL), Marcos Vinicius disse que é uma meta e que isso está no seu horizonte de futuro. Dorner está no seu segundo mandato e não pode se reeleger novamente.
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Aos repórteres que acompanham a convenção da Federação PSDB Cidadania, o candidato disse que quer “salvar” a cidade e que a “única maneira” de fazer isso é tirar o atual grupo político do poder.
“Eu nunca tive esse plano [de ser prefeito] até eu ver que a única maneira de tirar a prefeitura das mãos desses administradores que tanto fazem mal à nossa cidade, a única solução seria essa. Então, com certeza, é um plano futuro. Hoje eu vejo isso como o foco, até mesmo como uma maneira de salvar Sinop, que hoje é uma cidade abandonada.
Carreira tumultuada
Marcos Vinicius se tornou figura conhecida em razão das suas publicações em redes sociais, sempre ostentando uma vida de luxo. Ele chegou a ser ator no clipe de uma música de dupla sertaneja. Por causa do comportamento, foi suspenso temporariamente da seccional mato-grossense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas conseguiu reverter a decisão. Com a “mídia” gratuita, ele acabou se tornando político e foi eleito vereador por Sinop.
Um de seus principais casos foi a defesa de Edgar Ricardo de Oliveira, condenado por chacina em bar de Sinop, que resultou na morte de sete pessoas. No decorrer do processo, o jurista deixou de atender o réu e foi acusado de usar o crime de grande repercussão para autopromoção, como acusou o ex-cliente.

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