Advogado é absolvido de acusação de integrar “braço jurídico” do CV

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O advogado Tallis de Lara Evangelista foi absolvido da acusação de integrar o Comando Vermelho em Mato Grosso. A decisão é do juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop (a 500 km de Cuiabá). Outros três advogados foram condenados a 15 anos de prisão .

Tallis foi preso durante a Operação Gravatas, deflagrada em março de 2024, em Sinop e em Cuiabá. Ele era acusado de integrar o “braço jurídico” do CV. Após passar 85 dias preso, a defesa, patrocinada pelo advogado Matheus Bazzi, impetrou habeas corpus e Tallis conseguiu o direito de responder ao processo em liberdade.

Bazzi defendeu a inocência do réu, além de provar que Tallis nunca atuou além dos limites exigidos pela ética profissional. Durante o curso do processo, o Ministério Público também pediu a absolvição de Tallis. Reprodução

O advogado Tallis de Lara Evangelista foi absolvido da acusação de integrar o Comando Vermelho em Mato Grosso

“Com efeito, até mesmo a denúncia não revela nenhum elemento concreto apontando que Tallis rompeu com a normalidade do exercício profissional. Pelo contrário, aduz que ele era “responsável de realizar audiências de custódia e instrução”, mas não demonstra como advogar para “criminosos” poderia infringir algum tipo penal”, diz trecho da alegação da defesa. 

Em sua decisão, o juiz Anderson Batista disse que embora Tallis tenha representado alguns dos réus, as menções ao advogado não demonstram que, nos fatos, o denunciado tenha ultrapassado os limites éticos e legais.

“À míngua de provas robustas dos ilícitos narrados na inicial acusatória, impossível a condenação do réu. Assim, por entender insuficientes as provas, acato as abalizadas razões do Ministério Público e da Defesa, para absolver o acusado Tallis de Lara Evangelista, das imputações feitas na denúncia”, disse o magistrado.

Outros condenados

Como já divulgado pelo , os advogados Roberto Luis de Oliveira, Jéssica Daiane Maróstica e Hingritty Borges Mingotti também foram condenados. Roberto pegou cinco anos, cinco meses e 10 dias de reclusão e 19 dias-multa. Já a pena de Jéssica foi arbitrada em quatro anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa; assim como a de Hingritty foi fixada em cinco anos e quatro meses de reclusão e 17 dias-multa. Os três advogados iniciarão o cumprimento da pena em regime semiaberto. 

Além deles, Tiago Telles foi condenado a sete anos, um mês e 10 dias de reclusão, além de 23 dias-multa. Robson Júnior Jardim dos Santos recebeu condenação de seis anos, dois meses e 20 dias de reclusão, além de 21 dias-multa. E Paulo Henrique Campos de Aguiar teve a pena fixada em seis anos, dois meses e 20 dias de reclusão, além de 21 dias-multa.  

Conforme a sentença, os dois primeiros seriam os líderes do Comando Vermelho em várias cidades, englobando Tapurah, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Nova Ubiratã e parte de Sorriso. Já Paulo Henrique é considerado o “braço direito” de Tiago. O três deverão iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.  

A Operação Gravatas foi deflagrada em março do ano passado pela Delegacia da Polícia Civil de Tapurah, visando cumprir 16 ordens judiciais, sendo oito prisões preventivas e oito buscas e apreensões, contra quatro advogados, um policial militar e três líderes de uma facção criminosa custodiados no sistema prisional. Os mandados foram cumpridos em Sinop e Cuiabá.  

De acordo com as investigações, os líderes da facção criminosa se associaram de forma estruturalmente ordenada aos advogados, que representavam o “braço jurídico” do grupo. Assim, eles agiam à margem da lei para obstruir investigações policiais, fornecer informações em tempo real sobre a atuação policial e intermediar a comunicação entre os líderes da organização criminosa presos e demais membros em liberdade, além de outros ilícitos.

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Link da Matéria – via RD News

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