
O advogado Ulisses Rabaneda, agora membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), afirmou que hoje a advocacia no Brasil é um trabalho de risco, após as notícias de mortes de juristas no Brasil por conta do exercício da profissão. Em Mato Grosso, dois foram mortos em um intervalo de seis meses: Roberto Zampieri , em dezembro de 2023, e Renato Nery , em julho de 2024.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
No caso de Zampieri, três foram presos e são réus na Justiça pelo crime , apontados como contratante, intermediário e o executor do homicídio. Já pela morte de Nery, quatro policiais militares e um caseiro foram presos nessa quinta-feira (06) – e um quinto PM está foragido .
“Advocacia hoje é uma profissão de risco, claramente os noticiários nos demonstram isso, e sendo uma profissão de risco precisa ter uma atenção muito especial dos poderes constituídos, porque nós estamos tendo episódios muito recorrentes no Brasil da morte de advogados pelo motivo do exercício da advocacia”, destaca Rabaneda.
Em visita à sede do Rdnews nesta sexta-feira (07), onde concedeu entrevistas ao portal e ao Rdtv Cast, o novo conselheiro do CNJ salientou para a gravidade dos crimes cometidos contra a advocacia. “Temos uma situação muito grave. Porque está tentando se atingir um profissional apenas pelo exercício da profissão”, salienta. Annie Souza/Rdnews
Ulisses Rabaneda durante entrevista ao Rdtv Cast, apresentado pela jornalista Greyce Lima
No entanto, apesar da extrema violência, Rabaneda salienta que a classe continua atuante e sem medos.
“Hoje nós estamos muito preocupados com essa situação, mas a advocacia não tem se acovardado, não. Nesses casos em que nós temos observado, a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] tem atuado com denúncias e posicionamentos”, conclui.
Confira, abaixo , a entrevista de Rabaneda ao Rdtv Cast:
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