
O vereador por Várzea Grande Adilsinho (Republicanos) afirmou, nesta terça-feira (11), estar tranquilo quanto a operação da Polícia Federal sobre compra de votos nas eleições municipais de 2024. Ele e o também vereador Feitoza (PSB) , foram alvos da Operação Escambo Eleitoral nesta manhã.
Em conversa com a imprensa antes da sessão ordinária nesta terça, Adilsinho explicou que teve apenas seu celular apreendido na ação. “Recebi os agentes, tudo decorreu certo, até por isso estou na sessão. Levaram só o meu celular, mais nada”, afirma.
Patrícia Sanches
“Os agentes que estavam lá foram muito educados. Eu não tenho nada de errado, entao não tenho por que ter medo da justiça. Muito tranquilo, graças a Deus eu não tenho (nada de errado), até por isso eu estou na sessão, senão eu não estaria aqui para prestar esclarecimento”, completa.
Nesta terça, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão contra os parlamentares. As ordens judiciais, expedidas pelo Juízo das Garantias do Núcleo II do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, foram cumpridas na Câmara dos Vereadores, nos gabinetes dos dois vereadores e também nas residências dos parlamentares.
Adilsinho salientou que nada muda em seu mandato, reafirmou estar tranquilo e que seu compromisso é com o povo. “Meu compromisso é com a população, com as pessoas que me elegeram, as pessoas que se editaram em mim, então esse mandato não é meu, o mandato é deles. Eu vou trabalhar para as pessoas que me editaram em mim”, conclui.
Segundo a PF, a apuração começou em 06 de outubro, dia do pleito eleitoral, quando duas pessoas foram presas em flagrante pela prática do crime de captação ilícita de sufrágio.
Durante a investigação, foram identificados os dois parlamentares beneficiados com a compra de votos. Conforme a Polícia federal, os suspeitos prometiam pagamento em dinheiro e até mesmo fornecimento de água, óleo diesel e outros benefícios em troca de votos.
As medidas cautelares da operação de hoje objetivam angariar elementos que contribuam para a instrução da investigação em curso.
Confirmada a autoria dos crimes, os responsáveis poderão responder pelos crimes de captação ilícita de sufrágio e associação criminosa, cujas penas podem chegar até sete anos de reclusão.
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