
Um dos investigados pela execução de Gabriel Martins Pereira, de 25 anos, Geison dos Santos Nascimento, teria fugido para o Rio de Janeiro após o homicídio ocorrido em novembro de 2024, em Cuiabá. Segundo o delegado Michael Paes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem é apontado como integrante de uma facção criminosa e possível proprietário da droga que teria motivado a morte do jovem.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14), durante entrevista sobre a Operação Silenciar, deflagrada para cumprir quatro mandados de prisão preventiva relacionados ao caso. De acordo com o delegado, equipes policiais continuam em diligências para localizar o investigado.
“Pelo que a gente sabe, mesmo após o crime, após a investigação já apontar ele como um envolvido, que ele era o membro da facção e proprietário da droga, ele já teria fugido, na mesma época, para o estado do Rio de Janeiro”, afirmou Michael Paes.
O delegado citou o Rio de Janeiro como um destino para o qual integrantes da organização criminosa investigada em Mato Grosso teriam se deslocado. Ele ressaltou, no entanto, que as equipes ainda trabalham para confirmar a localização do suspeito e cumprir a ordem judicial.
Foram presos pelo crime o advogado Ênio Martimiano da Cunha Júnior, João Paulo Cobrelino Costa e Gleison Corrêa dos Santos. João e Gleison já estavam presos e o mandado foi cumprido na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Crime motivado por suspeita de delação
Conforme a investigação, Gabriel foi morto após integrantes da facção suspeitarem que ele havia repassado informações às forças de segurança sobre uma apreensão de mais de 100 quilos de drogas realizada pela Polícia Militar.
A Polícia Civil afirma que essa suspeita não foi confirmada durante as apurações. O jovem havia sido conduzido à Central de Flagrantes, mas foi liberado após a autoridade policial avaliar que não havia elementos suficientes para mantê-lo preso em flagrante.
Na sequência, segundo a investigação, Gabriel foi levado por pessoas ligadas à facção até uma área isolada, onde foi torturado e executado com 16 tiros e 15 golpes de faca.
Michael Paes afirmou que a Polícia Civil mantém as buscas e destacou a cooperação entre as forças de segurança para localizar investigados que deixam Mato Grosso. A investigação foi concluída e os mandados de prisão preventiva foram autorizados pela Justiça.

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