
O prefeito Abílio Brunini (PL) e a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) protagonizaram um novo atrito em prol da infraestrutura do bairro Pedra 90, tradicional base eleitoreira da parlamentar. O desentendimento começou após a vereadora usar as redes sociais para criticar a atuação da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e a falta de tinta branca para a sinalização viária na região.
“Vocês não têm tinta branca? Primeiro, fala que dia que vai chegar essa tinta. Porque o ofício meu tá lotado. Não é só Pedra 90, não. Para fazer vistoria. É Cuiabá inteiro”, disparou a parlamentar em vídeos publicados no Instagram, apontando que o bairro estaria sem pintura nas ruas há quase um ano e reclamando da falta de retorno às suas indicações.
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Em resposta, o prefeito atribuiu as declarações a um equívoco e à falta de conhecimento da vereadora. Segundo o chefe do Executivo, o serviço de sinalização tem sido executado regularmente pelo município, citando como exemplo a Avenida Júlio Müller.
“Foi feita uma sinalização inteirinha, tanto da faixa de pedestre quanto da marcação de vagas de estacionamento. Então, quer dizer o quê? Onde não está a tinta? A tinta estava lá, pô”, rebateu Abílio na noite desta quinta-feira (17).
Ainda, o gestor acrescentou que a prefeitura mantém contratos com empresas para o serviço e dispõe de material próprio.
“Eu acredito que é um equívoco dela, falta de conhecimento, que acabou emocionada gravando aquele vídeo. Mas é um erro pessoal da Baixinha”, declarou.
Nem só de tinta vive o caso
A polêmica coincide com a nova decisão do Tribunal de Justiça (TJMT), que manteve a obrigatoriedade de dois terços para alteração do Regimento Interno, o que garantiria a possibilidade de reeleição de Paula Calil à presidência da Casa. Nesse novo cenário, Baixinha Giraldelli e o vereador Dilemário Alencar (União) são necessários para uma nova estratégia do grupo, mas romperam os acordos para lançar Dilemário na disputa pela Mesa Diretora.
Questionado se haveria uma tentativa de reaproximação com os vereadores, Abílio descartou novas conversas, mesmo isso custando a campanha de sua aliada.
“Não precisa. Tem gente que não adianta chamar para conversar. Deixa as coisas acontecerem naturalmente”, concluiu.

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