
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rebateu as críticas que tem recebido após compartilhar um vídeo de um grupo de alunos da Escola Estadual Alice Fontes que não sabia a tabuada , afirmando que não considera ter feito a exposição dos menores. A atitude do prefeito foi criticada pelo chefe da Casa Civil Fabio Garcia e pelo secretário de Estado de Educação, Alan Porto – este último chegou a apontar que o ato de Abilio foi descenessário e infeliz . Para o prefeito, a culpa é da imprensa.
A polêmica começou quando um grupo de alunos “trolou” o prefeito ao pedir uma foto e “fazer o L” – em referência ao presidente Lula (PT). Minutos depois, o gestor questionou aos estudantes quanto era 4×4 e eles não souberam responder.
Gabriel Rodrigues/Rdnews
Questionado sobre o tema nesta sexta-feira (15), no Palácio Alencastro, Abilo rechaçou a versão de “adultização” ou “exposição” das crianças, pois apenas teria compartilhado trechos que haviam sido noticiados e posteriormente, anexados ao seu, mas com o objetivo de mostrar a qualidade do ensino do estado: “Quem postou o vídeo delas? Não fui eu. Eu compartilhei o que foi postado por vocês [imprensa]”.
“Antes de eu publicar o vídeo da pergunta, já estava circulando em todos os sites em tom humorístico o vídeo delas. Então quem expôs as crianças e os adolescentes na rede social, não fui eu. Eu só peguei aquilo que estava veiculando em todos os veículos – e acredito que quando os veículos colocaram não deve ter sido na maldade, eu imagino que não. Porque no Estado de Mato Grosso, de repente, jovens fazendo L, é uma exposição desnecessária, eu acredito que sim”, argumentou.
Ele sustenta que, embora o estado tenha o 8º melhor ensino do Brasil, na Baixada Cuiabana os alunos apresentam muitas dificuldades. Ao ter ironizado a situação, ele tentou mirar em Lula (PT), mas acabou acertando o governador Mauro Mendes (União Brasil), seu aliado. Ainda em entrevista, Abilio voltou a ser questionado sobre os motivos que fizeram ele procurar as adolescentes para fazer sua pergunta, embora a “trolagem” dos alunos tenha soado de maneira inocente. Contudo, ele reiterou que apenas queria evidenciar a qualidade do ensino e que, assim como a imprensa, não teria agido na maldade.
“O foco daquele vídeo está sendo distocido para outros assuntos e posicionamentos. A pergunta que eu fiz não é ofensiva: ‘Quanto é 4 x 4?’. Isso é a adultização de um adolescente? Poxa, é pergunta de 4ª série. Questionar isso não torna essa pessoa adulta e nem expõe. Expõe a qualidade de ensino. Se você estivesse fazendo uma pergunta que tivesse uma exposição negativa, era outra coisa. Ali era a qualidade do ensino. É o ensino precário que tem na rede básica de ensino, que evolui para a rede estadual e que vai para a universidade, e que muitas vezes aprendem mais militância política do que a formação especializada. Isso que tem que ser discutido”, disse.
O prefeito assumiu parte da culpa quanto à qualidade do ensino, mas pontuou que tem apenas 8 meses de gestão e que seus frutos devem ser constatados daqui 2 ou 3 anos. Além disso, defendeu que os profissionais da Educação precisam ser cobrados, pois tanto a nível municipal, estadual e federal, consomem grande parte do orçamento.
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