
O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) demonstrou controle total sobre a base aliada na Câmara Municipal. Os vereadores mantiveram dois vetos contrariando parecer pela rejeição da própria Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é presidida pela primeira-dama, vereadora Samantha Iris (PL). Somente um veto foi derrubado após autorização do chefe do Executivo.
A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou os colegas e afirmou que os vereadores transformaram a Casa em “puxadinho do 7º andar”, fazendo referência ao gabinete do prefeito no Palácio Alencastro.
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“Foi ordenado que os vereadores tirassem a legitimidade do trabalho da CCJ. A CCJ é a comissão mais importante dessa Casa. Quando um projeto chega com rejeição aqui, a gente entende que essa rejeição é correta e técnica. Hoje, os próprios vereadores desta Casa cumpriram a ordem do 7º andar e transformaram isso aqui no puxadinho que tanto o prefeito criticava e colocaram a CCJ na lama”, declarou Maysa.
“A CCJ dessa Casa perdeu a sua honra. Esse plenário entregou a CCJ para o sétimo andar. Isso é um absurdo. É ultrajante. Tivemos tempo para discutir a matéria, a matéria foi respaldada. Hoje aqui foi colocado que quem manda nesta Casa é o 7º andar e assim será todas as vezes que a CCJ for colocada embaixo da lama”, completou a vereadora, que assume postura de independência no Legislativo cuiabano..
Um dos vetos mantidos foi ao projeto de lei, de autoria de Maysa, que obrigava as empresas de transporte público a fornecer atestado de atraso aos trabalhadores da Capital em caso de falha na prestação de serviço. Outro foi à proposta do vereadores Rafael Ranalli (PL), integrante da base de Abilio, que garantia meia-entrada em espetáculos artísticos, culturais e esportivos para mesários que atuam nos processos eleitorais.
O único veto derrubado, seguindo o parecer da CCJ e com aval de Abilio, foi ao projeto de que estabelecia diretrizes para campanha de políticas públicas de saúde sexual e reprodutiva voltadas a adolescentes e jovens na rede pública municipal. A autoria também é de Ranalli.
Neste caso, Ranalli chegou a “enquadrar” o líder do prefeito , vereador Dilemário Alencar (União Brasil). Ele tinha orientado a base a votar pela manutenção do veto.
No entanto, após consultar o Palácio Alencastro, mudou de posicionamento. O veto acabou derrubado com 26 votos.
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