Abilio lamenta morte de moradores de rua, mas pondera: “Parem de romantizar”

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, lamentou, nesta sexta-feira (11), a morte por atropelamento de Cleia Lina dos Reis e a execução de Ney Muller Alves Pereira , ambos moradores em situação de rua da Capital. As vítimas morreram na noite de quarta-feira (09). Segundo o prefeito, a gestão não trabalhará com condições que mantenham pessoas vulnerabilizadas vivendo sem teto e pediu que as pessoas “parem de romantizar a vida nas ruas”. 

“A [morte da] Cleia, infelizmente, chocou muita gente. Parece que ela entrou em um ponto cego de caminhão, o cara nem culpa tinha, eu acho, pela imagem. Eu não posso fazer julgamento de valor, mas parecia que ela entrou em um ponto cego, e parece que estava de noite, fazendo o que ela sempre fazia na região, de pedir, aguardar os carros, pedindo dinheiro. E nisso ela foi atropelada”, relatou Abilio. Reprodução/Rodinei Crescêncio

À esquerda, Ney Muller e à direita, Cleia Lina. Moradores em situação de rua que morreram nesta semana, na Capital.

Segundo o gestor municipal, apesar de viver em uma situação de vulnerabilidade, Cleia tinha muita resistência em aceitar ser tratada, “até porque ela não queria sair das ruas”.

“Não existe internação compulsória, existe um pedido. A assistente social já tinha pedido, outros já tinham pedido para que ela saísse das ruas, mas ela não queria sair das ruas, ela escolheu estar naquela localidade, e, infelizmente, foi uma fatalidade que levou à morte”, disse.

Com relação  à execução de Ney Muller, Abilio destacou que é uma circunstância distinta por se tratar de uma morte a tiros e que deve ser investigado, além de pedir que todas as pessoas envolvidas na situação sejam responsabilizadas. 

Conforme publicado pelo , o procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Luiz Eduardo Figueiredo Rocha e Silva , se entregou à Polícia Civil, após ser identificado como o executor de Ney. Conforme depoimento do servidor público, Ney, supostamente, estaria depredando veículos estacionados próximos ao restaurante onde o procurador estava com a família. 

Ao saber da situação e ver sua Land Rover danificada, o procurador teria levado a família dele para casa , ido ao batalhão da Polícia Militar, comunicado o fato e, ao sair do local, avistou Ney, que supôs ser a pessoa que teria danificado seu carro, já que não o viu fazendo, apenas assumiu ter visto uma pessoa que batia com as mesmas características relatadas a ele por testemunhas. 

“Romantização”

“O que a gente precisa, de fato, fazer? É uma coisa que eu estou tentando falar desde o início da nossa gestão (…) Pare de romantizar a vida nas ruas. Pare de romantizar morador de rua. Não é digno, não é justo. Nosso desejo é tirar as pessoas de lá. Mas nós não vamos fazer isso de forma compulsória. A gente tem que fazer pelo conhecimento”, disparou.

Abilio citou ainda que a Prefeitura colocou um ponto na Avenida das Torres para fornecer alimentação, abrigo e as condições necessárias aos moradores em situação de rua da Capital.

“Só que tem gente que ainda reclama. Tem gente que acha que nós não devemos fazer lá, que tem que fazer aqui, que tem que fazer do lado do ambiente que as pessoas estão. Então, é muito difícil lidar com essa situação. Não porque a gente não tem o interesse de lidar. É por causa que existe uma certa militância, existe uma certa romantização e uma defesa para que essas pessoas permaneçam na rua, consumindo drogas, acabando com abrigos, perdendo sua saúde e ainda oferecendo insegurança para a população”, argumentou o prefeito.

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Link da Matéria – via RD News

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