
Após a diretoria da Agência Nacional de Águas (ANA) decidir seguir com a análise do pedido da empresa Maturati para construção de seis novas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ao longo de 190 quilômetros do Rio Cuiabá, o prefeito Abilio Brunini (PL) afirmou que, se depender do Município, a empresa não terá aprovação para nenhuma PCH.
“No perímetro do município de Cuiabá, no nosso Rio Cuiabá, no que depender da gente, não vamos ser favoráveis a nenhuma instalação de PCH no nosso município. Se a União permitir, se a Sema [Secretaria Estadual de Meio Ambiente] permitir, e chegar o momento de que nós precisemos que apresentar algum parecer, o nosso será contrário”, afirmou.
Assessoria
O assunto voltou à tona nas últimas semanas, com a ida do deputado estadual Wilson Santos (PSD) até a sede da ANA, em Brasília, para tentar impedir a medida, afirmando que a construção poderá causar danos ambientais irreversíveis e comprometer o ecossistema da região. Segundo o parlamentar, os impactos atingiriam principalmente os municípios de Rosário Oeste, Cuiabá e Acorizal. Entre os projetos, um deles prevê a instalação de uma usina na zona urbana da capital, na região do Distrito do Sucuri. Wilson afirmou ainda que é possível obter os 154 megawatts que esse empreendimento deseja obter do Rio Cuiabá, através da energia solar.
Abilio concorda com a avaliação e afirmou que são necessárias políticas que requalifiquem o Rio Cuiabá.
“Eu acredito que o nosso rio já está com muitas dificuldades, já temos aí diversas medidas que penalizam o meio ambiente, nós temos dragas no nosso rio, trazendo um prejuízo muito grande ao meio ambiente, então eu não sou favorável a uma medida como essa. Acho que nós devemos rever o momento que nós estamos passando. Precisamos de políticas que requalifiquem o nosso Rio Cuiabá, que requalifiquem o Rio Coxipó, que requalifiquem os nossos córregos e nascentes. E políticas como essa, que possam vir trazer algum prejuízo ambiental, não terá apoio do município de Cuiabá”, concluiu.
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